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Cinemateca Brasileira celebra a obra de Hector Babenco com retrospectiva especial

Cinemateca Brasileira celebra a obra de Hector Babenco com retrospectiva especial

Além da exibição de filmes, a mostra amplia o diálogo sobre o legado do diretor com debates e catálogo gratuito, de 30 de janeiro a 13 de fevereiro.


A Cinemateca Brasileira, em parceria com a HB Filmes, apresenta a Retrospectiva Hector Babenco, iniciativa que celebra a obra de um dos maiores nomes do cinema nacional e internacional. A mostra ocorre em um momento emblemático: em 2026, Babenco completaria 80 anos de vida, data que coincide com o marco de uma década de seu falecimento. A iniciativa tem direção geral de Myra Babenco, direção de produção de Gabi Vanzetta e produção de César Turim, Nayla Guerra, Roberto Soares e Gabriel Machado, membros da equipe de difusão da Cinemateca Brasileira.

 

O público terá a oportunidade de assistir a filmes em cópias restauradas, fruto de um minucioso projeto de preservação coordenado por Patricia de Filippi entre 2019 e 2024. O trabalho garante a exibição das obras com a mais alta qualidade de imagem e som, preservando o legado estético do diretor para as novas gerações. A Cinemateca Brasileira colaborou com o projeto ao ceder materiais originais, como negativos de imagem e som de filmes do diretor, preservados pela instituição.

 

“Hoje, como diretora da HB Filmes e guardiã desse legado, entendo com clareza minha missão: preservar, divulgar e manter pulsante uma obra que denuncia desigualdades que, infelizmente, permanecem atuais. Meu pai foi pioneiro ao revelar no cinema questões sociais que persistem”, comenta Myra Babenco. Para a Cinemateca Brasileira, realizar essa retrospectiva reafirma o estreito vínculo afetivo que a instituição e o diretor compartilharam ao longo de anos.

 

A programação completa da mostra contempla 11 longas-metragens do diretor, incluindo o documentário O Fabuloso Fittipaldi, que agora recebe o devido reconhecimento pela direção de Babenco, omitido na época do lançamento original. A retrospectiva reafirma a diversidade da produção do cineasta, sempre focada em personagens intensos e profundas preocupações sociais. Todos os títulos terão mais de uma sessão no decorrer da mostra. Além da filmografia do diretor, será exibido o documentário biográfico Babenco - Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou, dirigido por Bárbara Paz.

 

A mostra inclui títulos como Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, foi recentemente citado pela equipe do filme O Agente Secreto como uma de suas principais referências. O impacto da obra de Babenco também foi recentemente exaltado por Wagner Moura, que nos últimos meses apontou Pixote, a Lei do Mais Fraco como um filme essencial. O ator, que acaba de se tornar o primeiro brasileiro a ganhar o Globo de Ouro na Categoria Melhor Ator de Drama, participa do elenco do filme Carandiru, que terá três sessões na retrospectiva.

 

Um catálogo especial foi produzido para a ocasião com apoio da Mubi. O volume conta com textos de Drauzio Varella, Isay Weinfeld, Myra Babenco, Lauro Escorel, Patricia De Fillippi e Walter Salles, apoiados por uma fortuna de imagens históricas e afetivas da trajetória de Babenco. O catálogo pode ser adquirido mediante a troca de dois ingressos da mostra, enquanto durarem as unidades disponíveis, e reúne fichas técnicas e imagens de cada um dos filmes.

 

Para ampliar o diálogo, a programação conta ainda com mesas de debate, transformando a mostra em um espaço de reflexão crítica e celebração de uma das carreiras mais singulares do cinema mundial. No dia 07 de fevereiro, às 20h, Bárbara Paz discorre sobre a criação e a produção do documentário realizado sobre Babenco.

 

A equipe do filme Brincando nos campos do senhor comenta o desenvolvimento da obra no dia 11 de fevereiro (quarta-feira), às 20h. Participam Vera Hamburger, Francisco Ramalho Jr e Lauro Escorel. Em 12 de fevereiro (quinta-feira), às 20h15, Drauzio Varella conversa sobre Carandiru, traçando um caminho do livro ao filme. Todos os debates terão interpretação em Libras e transmissão ao vivo pelo Youtube da Cinemateca Brasileira, e ocorrem após sessões dos respectivos filmes aos quais estão vinculados.

 

A programação é gratuita, com ingressos distribuídos na bilheteria da Cinemateca Brasileira 1 hora antes de cada sessão. Veja todas as sessões e outras atividades clicando aqui.

 

Retrospectiva Hector Babenco

Data: 30 de janeiro a 13 de fevereiro de 2026

Local: Cinemateca Brasileira (Largo Sen. Raul Cardoso, 207 - Vila Clementino, São Paulo)

Entrada gratuita

 

Sexta-feira, dia 30 de janeiro

20h _ sala Grande Otelo _ Meu Amigo Hindu

 

Sábado, dia 31 de janeiro

14h_ sala Grande Otelo _ Brincando nos Campos do Senhor

14h30 _ sala Oscarito _ O Fabuloso Fittipaldi

17h _ sala Oscarito _ O Rei da Noite

17h30 _ sala Grande Otelo _ Ironweed

19h _ área externa _ apresentação Pagode na Lata

20h30 _ área externa _ Pixote, a Lei do Mais Fraco

 

Domingo, dia 01 de fevereiro

14h30_ sala Oscarito _ Lúcio Flávio, o passageiro da agonia

15h_ sala Grande Otelo _ O Passado

17h _ sala Oscarito _ Pixote, a Lei do Mais Fraco

17h15_ sala Grande Otelo _ Carandiru

19h30 _ sala Oscarito _ O Beijo da Mulher Aranha

20h _ sala Grande Otelo _ Coração Iluminado

 

Quinta-feira, dia 05 de fevereiro

19h30_ sala Grande Otelo _ Lúcio Flávio, o passageiro da agonia

19h30 _ sala Oscarito _ Ironweed

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Sexta-feira, dia 06 de fevereiro

17h30 _ sala Grande Otelo _ O Beijo da Mulher Aranha

19h30_ sala Oscarito _ Brincando nos Campos do Senhor

20h _ sala Grande Otelo _ Pixote, a Lei do Mais Fraco

 

Sábado, dia 07 de fevereiro

14h30 _ sala Oscarito _ Coração Iluminado

17h_ sala Oscarito _ Carandiru

18h _ sala Grande Otelo _ Sessão Dupla | Conversa com Ele e Babenco – Alguém tem de Ouvir o Coração e dizer: Parou

19h45_ sala Oscarito _ O Passado

20h _ sala Grande Otelo _ Hector Babenco por Bárbara Paz – Criação e Produção de um Documentário _ Debate com a diretora Bárbara Paz

 

Domingo, dia 08 de fevereiro

14h30 _ sala Oscarito _ Meu Amigo Hindu

15h _ sala Grande Otelo _ O Rei da Noite

17h_ sala Oscarito _ Babenco – Alguém tem de Ouvir o Coração e dizer: Parou

17h30 _ sala Grande Otelo _ O Fabuloso Fittipaldi

 

Quarta-feira, dia 11 de fevereiro

16h30_ sala Grande Otelo _ Brincando nos Campos do Senhor

19h30 _ sala Oscarito _ O Fabuloso Fittipaldi

20h_ sala Grande Otelo _ Brincando nos Campos do Senhor – Uma conversa com a Equipe - Debate com Vera Hamburger, Francisco Ramalho Jr, Lauro Escorel

 

Quinta-feira, dia 12 de fevereiro

17h _ sala Oscarito _ O Rei da Noite

17h30_ sala Grande Otelo _ Carandiru

19h30_ sala Oscarito _ Lúcio Flávio, o passageiro da agonia

20h15_ sala Grande Otelo _ Carandiru – Do Livro ao Filme – Debate com Dr Drauzio Varela

 

Sábado, dia 13 de fevereiro

17h30 _ sala Grande Otelo _ O Beijo da Mulher Aranha

19h30 _ sala Oscarito _ Pixote, a Lei do Mais Fraco

20h _ sala Grande Otelo _ Meu Amigo Hindu

 

 

SOBRE A CINEMATECA BRASILEIRA 

A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes – FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social.


O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 60 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.

 

 

SOBRE A HB FILMES

A HB Filmes foi fundada na década de 70 por Hector Babenco (1946- 2016) para dar vazão às suas diversas atuações no campo audiovisual. A filmografia da HB Filmes e Babenco como Diretor, Roteirista e Produtor se misturam. Após a morte de Hector, sua filha Myra Babenco assumiu a direção da produtora.

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