MP afasta secretário e recolhe provas em investigação de desvio de dinheiro em Ferreira Gomes
- 22/12/2021
Ação ocorreu nesta quarta-feira (22), em desdobramento da ‘Octopus’.
Deflagrada nesta quarta-feira (22) no Amapá, a operação "Araguari" afastou o secretário Municipal de Finanças de Ferreira Gomes, Valdomilson Dias, e apreendeu documentos que podem se tornar provas numa investigação sobre ilegalidade no uso de recursos públicos no município. A ação é um desdobramento da “Octopus”, instaurada em abril para apurar fraudes em 5 cidade do interior.
Os indícios são de fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva, conforme o Ministério Público do Amapá (MP-AP), que comanda a investigação.
Foram apreendidos 7 veículos (1 caminhonete, 3 veículos de passeio, 1 retroescavadeira e 2 caminhões tipo caçamba), cerca de R$ 40 mil em espécie e outros documentos e equipamentos.
"O objetivo das buscas é reunir provas sobre a participação direta dos investigados nos crimes e apreender bens que servirão para assegurar o ressarcimento ao erário e que estão sendo utilizados em proveito dos crimes praticados, tanto por empresários do município quanto por servidores", informou o MP-AP em nota.
Operação Araguari: MP afasta secretário e recolhe provas em investigação de desvio de dinheiro em Ferreira Gomes — Foto: MP/Divulgação
Eram 14 mandados de busca e apreensão, em Ferreira Gomes e Porto Grande. Durante a operação, uma pessoa foi presa em flagrante por ilegal de arma de fogo. O armamento também foi recolhido.
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O caso começou a ser apurado pela Promotoria de Justiça de Ferreira Gomes, mas em seguida virou alvo do Grupo de Atuação Especial para Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e do Núcleo de Inteligência (NIMP). Nesta quarta, os mandados foram cumpridos com apoio da Polícia Militar (PM) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Conforme o MP-AP, a operação desta quarta-feira tem relação com a “Octopus”, ocorrida no mês de abril, e que investiga uma suposta organização criminosa composta por empresários e servidores públicos. Os indícios já apontam que o grupo teria praticado crimes contra a administração pública junto a 8 prefeituras.
Fonte: G1-AP / Foto: MP/Divulgação
