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PROTAGONISMO ESTUDANTIL

Escola Estadual Cecília Pinto representa o Amapá na Olimpíada Nacional de História do Brasil e reforça excelência da educação pública

Única escola da rede pública estadual classificada para a fase nacional da ONHB 2026, unidade de Macapá chega à competição pelo segundo ano consecutivo e busca resultado ainda melhor com apoio do Governo do Amapá.

M
Marcio Bezerra 23/06/2026 às 00:00
Escola Estadual Cecília Pinto representa o Amapá na Olimpíada Nacional de História do Brasil e reforça excelência da educação pública
Marcio Bezerra/Seed

A educação pública do Amapá segue conquistando espaço e reconhecimento em cenário nacional. Estudantes da Escola Estadual Cecília Pinto, localizada no bairro do Muca, em Macapá, estão entre as equipes selecionadas para representar o estado na Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) 2026, uma das mais importantes competições acadêmicas do país.

A classificação marca a segunda participação consecutiva da instituição na etapa nacional da olimpíada, resultado que evidencia o compromisso do Governo do Amapá com a valorização da educação pública, o fortalecimento do ensino e o incentivo ao protagonismo estudantil.

Destaque nacional

Para a diretora Sandra Gama, a conquista demonstra a qualidade do ensino ofertado pela rede estadual.

“Estamos provando que a escola pública tem qualidade de ensino suficiente para disputar uma olimpíada nacional. Isso é para poucos. Hoje, a Escola Cecília Pinto está muito bem conceituada, com uma equipe de professores dedicados e eficientes. Vamos para a segunda participação consecutiva e nossos alunos chegam mais preparados, com a experiência adquirida no ano passado”, frisou.

A diretora também demonstrou otimismo em relação ao desempenho da equipe nesta edição da competição.

“Estamos preparados para ir a São Paulo e acreditamos que podemos alcançar resultados ainda melhores. Com o apoio do Governo do Estado, que esteve ao nosso lado no ano passado e novamente está nos apoiando, seguimos em busca de mais essa conquista para a educação pública do Amapá”, afirmou Sandra Gama.

Experiência transformadora 

A professora de História Ângela Maria dos Anjos, que acompanhou a delegação durante a edição de 2025, lembra que a participação na competição foi uma experiência marcante tanto para estudantes quanto para educadores.

“Foi uma experiência incrível. A Olimpíada reúne equipes de todo o Brasil e é composta, em sua maioria, por estudantes de escolas particulares. Ver uma escola pública do Amapá chegar a esse nível foi uma realização muito grande”, destacou.

Para a professora, além do desafio acadêmico, a participação proporcionou aos alunos contato com novos ambientes educacionais e culturais.

“Estar na Unicamp, conhecer uma universidade de referência nacional e competir com equipes de diversos estados mostrou aos nossos estudantes que eles também podem ocupar esses espaços. Foi uma vitória muito significativa para todos nós”, acrescentou Ângela Maria.

Conquista construída coletivamente

O professor de História Andrey Coutinho, responsável pela orientação da equipe classificada em 2026, destaca que o resultado é fruto de um trabalho coletivo envolvendo estudantes, professores, coordenação pedagógica e gestão escolar.

“A presença da Escola Cecília Pinto na Olimpíada Nacional de História do Brasil pelo segundo ano consecutivo é resultado de uma conquista coletiva. Os estudantes se empenharam muito durante todas as etapas, mas também tivemos o apoio fundamental da direção, coordenação e demais professores envolvidos no processo”, afirmou.

De acordo com o docente, a metodologia da competição contribui para o desenvolvimento de habilidades importantes para a formação dos estudantes.

“A Olimpíada aproxima os alunos da pesquisa, da análise de documentos históricos, da interpretação e da reflexão crítica. É uma forma de aprender História de maneira ativa e investigativa, muito além do ambiente tradicional da sala de aula”, explicou.

Olimpíada Nacional de História do Brasil

A ONHB é promovida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e desafia estudantes de todo o país em uma série de etapas eliminatórias.

Durante a competição, as equipes realizam:

  • Questões de múltipla escolha com diferentes níveis de pontuação;
  • Análise de documentos históricos;
  • Interpretação de imagens, mapas, charges e textos;
  • Atividades de pesquisa;
  • Produção de respostas discursivas.

Segundo o professor Andrey Coutinho, a cada fase a complexidade aumenta e apenas as equipes com melhor desempenho seguem na disputa.

“É uma competição que exige pesquisa, interpretação e trabalho coletivo. Os alunos passam semanas analisando documentos, debatendo respostas e construindo conhecimento em conjunto. É uma experiência extremamente enriquecedora”, ressaltou.

Protagonismo estudantil 

Os protagonistas dessa conquista são os estudantes Luiz Henrique Ribeiro, de 14 anos, Anna Júlia Freitas, de 15 anos, e Ana Letícia Gonçalves, de 14 anos, todos do 9º ano do Ensino Fundamental.

Para Luiz Henrique, a classificação representou a recompensa por meses de dedicação.

“Foi uma sensação de felicidade muito grande por todo o esforço que colocamos. Estudamos bastante para chegar até aqui. Conhecer a Unicamp e participar da competição foi uma experiência muito interessante. Eu não imaginava que conseguiríamos chegar tão longe”, contou.

A estudante Anna Júlia Freitas também destacou o orgulho de representar a escola pública amapaense em uma competição nacional.

“Foi uma felicidade enorme. A gente não esperava chegar tão longe. Tivemos a oportunidade de conhecer novas culturas, adquirir conhecimento e mostrar que estudantes de escola pública também podem alcançar grandes resultados. Agora queremos voltar à final e conquistar uma medalha”, afirmou.

Já Ana Letícia Gonçalves acredita que a experiência adquirida em 2025 será um diferencial importante para a nova edição.

“Agora já sabemos como funciona a fase final e vamos nos preparar ainda mais para as questões discursivas e para a interpretação de documentos históricos. Estamos focados e queremos fazer uma participação ainda melhor este ano”, destacou.

Investimentos em educação

A classificação da Escola Estadual Cecília Pinto para a fase nacional da ONHB reforça os avanços da educação pública amapaense e demonstra a importância dos investimentos realizados pelo Governo do Estado na formação de estudantes e professores.

Ao garantir oportunidades de participação em eventos acadêmicos de alcance nacional, o Estado amplia horizontes, fortalece o protagonismo juvenil e contribui para a construção de uma educação cada vez mais inclusiva, inovadora e de qualidade.

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