O Governo do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com a Universidade Federal do Amapá (Unifap), Escola de Saúde Publica (ESP) e Hospital Universitário (HU), promove de 22 a 24 de junho a 1ª Oficina de Capacitação em Rastreamento de Neuropatia e Doença Arterial Periférica em Pessoas com Diabetes Mellitus. A programação acontece no Auditório da Coordenação de Enfermagem da Unifap e reúne enfermeiros da rede de saúde do estado.
A iniciativa busca qualificar profissionais para atuarem como multiplicadores nos 16 municípios amapaenses, fortalecendo a atenção primária à saúde e ampliando a capacidade da rede para identificar precocemente alterações neurológicas e vasculares relacionadas à doença do pé associada ao diabetes.
Segundo a responsável técnica das Doenças Crônicas da Sesa, Miriam Santos, a estratégia é ampliar o alcance do cuidado especializado em todo o estado. "Estamos qualificando profissionais de enfermagem para que sejam multiplicadores desse conhecimento nos 16 municípios. O objetivo é fortalecer a atenção primária, garantindo o rastreamento precoce e a avaliação adequada dos pacientes com diabetes, evitando que a doença evolua para complicações mais graves, como as amputações", destacou.
O diabetes é atualmente a principal causa de amputação não traumática de membros inferiores no Brasil. Estima-se que 11% dos pacientes diabéticos de longa data sofram amputações em algum momento da vida. Além disso, a complicação é uma das principais causas de internação hospitalar entre pessoas com diabetes.
No Amapá, cerca de 10% dos pacientes diagnosticados com diabetes podem desenvolver a doença do pé relacionada ao diabetes, o que representa aproximadamente 8 mil pessoas convivendo com a condição. Diante desse cenário, a capacitação tem como foco o rastreamento, a prevenção e a identificação precoce dos fatores de risco, evitando a progressão dos casos e reduzindo a necessidade de amputações.
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Durante os três dias de programação, os participantes terão acesso a conteúdos teóricos e atividades práticas sobre fisiopatologia vascular e neurológica, estratificação de risco, consulta de enfermagem, indicadores de acompanhamento e técnicas de rastreamento. A oficina também inclui simulações e práticas supervisionadas para aprimorar a aplicação dos protocolos na rotina dos serviços de saúde.
A palestrante da oficina, Cecília Salles, ressaltou que a qualificação dos profissionais é essencial para enfrentar um problema que apresenta índices preocupantes em todo o país.
"A doença do pé relacionada ao diabetes pode ser evitada em grande parte dos casos quando há rastreamento e acompanhamento adequados. Capacitar os profissionais para identificar precocemente alterações neurológicas e vasculares significa oferecer mais qualidade de vida aos pacientes e reduzir significativamente o número de internações e amputações", enfatizou.
A ação integra a estratégia do Governo do Estado de investir na educação permanente em saúde e na qualificação da assistência, promovendo cuidado integral às pessoas com doenças crônicas e fortalecendo a rede de atenção em todo o Amapá.
