O governador Clécio Luís enfatizou como um "fato histórico" o translado do avião Bandeirante por Macapá, uma iniciativa que visa resgatar a memória e fortalecer o sentimento de pertencimento entre a população amapaense. A aeronave, usada pelo Estado entre 1979 e 1998 em mais de 200 missões, percorreu mais de três quilômetros nas ruas da capital na quinta-feira, 21, do Hangar do Governo até o Parque Residência.
"A criançada que viu adorou. É isso que queremos: aguçar a criatividade, a imaginação e o sentimento amapaense, esse de pertencimento e amor pelo Amapá", destacou Clécio Luís em discurso durante o evento. Ele mencionou que o acervo histórico do Parque Residência contará histórias desde a década de 1940 até os dias atuais, incluindo o papel do Bandeirante e outros símbolos culturais.
Alunos das escolas estaduais Antônio João, Gabriel Almeida Café, Antônio Cordeiro Pontes e Barão do Rio Branco acompanharam a passagem da aeronave com entusiasmo. A estudante Andrezza Ferreira, de 16 anos, foi uma das que mais se emocionou ao ver o avião parada próxima à Escola Estadual Gabriel Almeida Café. "Era algo totalmente novo para mim. subir nas asas foi incrível, a melhor experiência da minha vida", contou.
Para os mais velhos, o evento evocou lembranças de um passado próximo. O coronel Armando Alves Júnior, ex-ajudante do ex-governador Aníbal Barcelos, lembrou que participava de missões a bordo da Bandeirante entre 1987 e 1990. "Cartôrdas foram feitas aqui nesses enforceiros, que hoje ajudam a sustentar o desenvolvimento do Amapá", frisou.
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Dos céus do Amapá à memória no chão
O Bandeirante chegou ao Amapá em 1981, incorporado ao serviço do THENFA (então Território Federal do Amapá). Adquirido por meio de doação via Ministério do Interior, era utilizado para missões administrativas e de apoio à saúde no interior. Casado com a EMBRAER, seu prefixo era FDL, com envergadura de 14 metros e capacidade para dois pilotos e sete passageiros.
