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Crédito: Maksuel Martins/ Gea
Governo do Amapá intensifica segurança da mulher no Carnaval com tenda de acolhimento no Sambódromo e no bloco A Banda
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Governo do Amapá intensifica segurança da mulher no Carnaval com tenda de acolhimento no Sambódromo e no bloco A Banda

  • Jamylle Nogueira
  • 10/02/2026
  • CARNAVAL 2026
Campanha "Se liga ou ligo 180" leva equipes multidisciplinares para o meio da folia, garantindo suporte psicológico e social imediato em casos de importunação sexual.


O Carnaval 2026 promete arrastar multidões em Macapá, desde a grandiosidade dos desfiles das escolas de samba no Sambódromo até a tradição irreverente do bloco A Banda, que historicamente reúne milhares de brincantes nas ruas da capital. Para garantir que essa festa seja sinônimo de liberdade, e não de medo, a Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres (SEPM) lidera uma operação especial de acolhimento e segurança.

Alinhada à campanha nacional “Se liga ou ligo 180”, a ação visa combater a violência de gênero e, principalmente, a importunação sexual em meio às aglomerações. A estratégia do Estado é clara: onde houver folia, haverá proteção.

Suporte multidisciplinar na avenida
Durante os dias de desfile e na passagem dos blocos, a SEPM manterá uma tenda de acolhimento em localização estratégica no Sambódromo, além de pontos de apoio ao longo do trajeto do bloco A Banda. O diferencial deste ano é a presença in loco de uma equipe multidisciplinar completa.

A gerente da Rede de Atendimento à Mulher (RAM), Larissa Rocha, destaca que o objetivo é oferecer suporte imediato e humanizado, evitando que a vítima fique desamparada em meio à festa.

“Todos os anos estamos presentes no Sambódromo, na Banda e em todos os locais onde há festividade. A própria Secretaria desloca uma equipe para fazer panfletagem e orientação. Caso a mulher passe por alguma situação de violência, temos uma equipe multidisciplinar disponível para atendimento emergencial, com suporte social e psicológico”, explica Larissa.

Gerente da Rede de Atendimento à Mulher (RAM), Larissa Rocha
Gerente da Rede de Atendimento à Mulher (RAM), Larissa Rocha
Foto: Maksuel Martins/ Gea

Paquera x importunação: o limite é o “não”
Em meio à euforia do Carnaval, o Governo reforça a necessidade de distinguir a paquera saudável do crime. O consumo de álcool e o clima festivo jamais podem ser usados como justificativa para toques não consentidos.

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Larissa Rocha é enfática ao explicar que a importunação sexual é crime e ocorre sempre que não há o “sim” da outra parte.

“O assédio e a importunação sexual se intensificam nesse período. Trata-se de um ato libidinoso realizado sem consentimento, com o objetivo de satisfazer o desejo do agressor. Muitas vezes acontece de forma inesperada: um ‘chaveco’ insistente, passada de mão, beijos forçados… Tudo isso é crime. O ambiente festivo não coloca o corpo da mulher em exposição nem retira seu direito sobre o próprio corpo”, alerta a gestora.

Onde buscar ajuda
Se você presenciar ou for vítima de qualquer tipo de violência, a orientação é se afastar imediatamente do agressor, procurar a equipe da SEPM na tenda de acolhimento ou acionar a Polícia Militar.

Confira os canais oficiais de ajuda:

  • 190 (Emergência): Para situações de risco iminente. A chamada pode ser direcionada ao Box Lilás, canal da PM especializado no atendimento à mulher.
  • 180 (Central de Atendimento à Mulher): Número nacional, funciona 24 horas para denúncias e orientações.
  • Rede de Atendimento à Mulher (RAM): (96) 98402-7649 — Canal local para orientação (funcionamento administrativo, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h).

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