Na última sexta-feira, 05, a Polícia Civil do Estado do Amapá, por intermédio da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), deflagrou a Operação Rastro. A ação contou com o apoio do Grupo Tático Aéreo do Amapá (GTA) e com o apoio tático-operacional da Polícia Civil do Pará (PCPA), por meio da Delegacia de Tomé-Açu, visando apurar um suposto esquema financeiro ligado ao crime organizado.
A ação ocorre no contexto da “Operação Brasil Contra o Crime Organizado”. No local, os policiais montaram campana e vigilância ininterrupta no entorno de uma agência bancária para acompanhar a movimentação dos alvos.
O monitoramento que culminou na ação teve início após a DRACO descobrir, em janeiro de 2025, que uma conta de pessoa jurídica estava supostamente sendo utilizada por lideranças de uma facção criminosa amapaense para o envio de recursos oriundos do tráfico ilícito de drogas. A partir dessa descoberta, a PCAP passou a monitorar ativamente a conta bancária, foram identificadas diversas movimentações financeiras atípicas e suspeitas. A investigação aponta para realização de mais de meia centena de depósitos de valores significativos, em espécie, na conta da mesma empresa.
A deflagração da fase ostensiva ocorreu após a identificação, durante o monitoramento e por meio de ações de inteligência, da tentativa de realização de um saque em espécie no vultoso valor de R$ 250.000,00. A retirada estava agendada para sexta-feira, 05, sob uma justificativa genérica. Diante da situação, a DRACO mobilizou as forças estaduais para a interceptação.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, sendo apreendidas, além do dinheiro, fontes de prova, como aparelhos celulares e documentos. Todo o material apreendido durante o cumprimento da busca e apreensão tem como objetivo exclusivo esclarecer a dinâmica dos fatos, aprofundar a compreensão sobre o fluxo financeiro e propiciar a correta elucidação da autoria e da materialidade delitiva.
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