Na quarta-feira (29), o serviço de hemodiálise à beira leito no Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal), completou um ano de implantação. Estruturado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o serviço transformou o atendimento prestado a pacientes internados acometidos por insuficiência renal aguda ou crônica que necessitam de terapia renal substitutiva de urgência.
Somadas as atividades do Hcal e do Hospital de Emergências Dr. Oswaldo Cruz (HE), onde o procedimento também é oferecido, a rede pública estadual já contabiliza 3.700 procedimentos realizados diretamente à beira leito.
Antes da criação do serviço, a necessidade de deslocar pacientes críticos até setores específicos de diálise ou unidades externas envolvia logística complexa e riscos clínicos elevados. Com a utilização de equipamentos móveis de hemodiálise e sistemas de osmose reversa portátil, o tratamento passou a ser levado diretamente até a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermarias do Hcal.
Para a gerente do núcleo técnico do Hcal, a enfermeira Antônia Cilene Printes, a principal mudança proporcionada pela iniciativa está na eliminação do deslocamento de pacientes em estado delicado.
"O serviço de hemodiálise à beira leito melhorou muito a assistência dos pacientes, considerando que o paciente hoje não precisa mais ser removido do local onde se encontra internado para realizar o procedimento. Hoje, a hemodiálise vai até o paciente, mantendo a segurança no processo de tratamento. O processo de remoção sempre envolve perigo, então, quanto mais evitado, melhor. Essa mudança transforma todo o processo em segurança", destacou Antônia.
O serviço é conduzido por uma equipe multiprofissional altamente qualificada, composta por médicos, enfermeiros e técnicos especializados, assegurando um atendimento humanizado e de excelência. A agilidade no início do tratamento previne complicações severas, reduz o tempo de internação hospitalar e otimiza a utilização dos recursos da rede pública, beneficiando diretamente os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
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Além de garantir eficácia médica, o atendimento no próprio leito proporciona mais estabilidade clínica para pacientes hemodinamicamente instáveis e leva conforto aos internados e suas famílias. A idosa Renilda Vaz Pureza, de 61 anos, vinda de Afuá, na Ilha do Marajó (PA), está internada há dois meses no Hcal e realiza o tratamento no próprio quarto.
"Me sinto bem, não dá nada. Faço hemodiálise bem. Influencia positivamente porque não preciso sair aqui do leito, porque eu não dou conta de andar, só se me levarem. E aqui no leito não, eu fico confortável e deitada", relatou a paciente.
O sentimento de alívio é compartilhado pelos acompanhantes. Manoel Ferreira Vilena, de 62 anos, esposo de dona Renilda, ressalta como a logística simplificada diminui a rotina de estresse durante a internação.
"Tranquiliza um pouco porque ela está aqui deitada na cama dela. Eles trazem a máquina e fazem aqui mesmo, sem precisar depender descer as escadas para ir lá para trás. Aqui a gente se sente mais tranquilo, fazem o tratamento bem tranquilo", pontuou Manoel.
