População do Amapá registra crescimento de quase 64 mil habitantes entre 2010 e 2022, segundo IBGE
- 30/06/2023
- Demografia
No Brasil, em 2022, a população chegou a 203.062.512, um aumento de 6,5% frente ao censo demográfico de 2010
A população do estado do Amapá em 2022 foi estimada em 733.508 habitantes, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (28). Esse número representa um crescimento de 63.982 pessoas em relação aos dados do censo de 2010.
No âmbito nacional, a população do Brasil alcançou 203.062.512 habitantes em 2022, um aumento de 6,5% em relação ao censo demográfico de 2010. Isso representa um acréscimo de 12,3 milhões de pessoas durante esse período. A taxa de crescimento anual da população do país entre os últimos dois censos foi de 0,52%, a menor taxa desde o primeiro censo realizado no Brasil, em 1872.
Os números do censo de 2022 revelam que o estado mais populoso é São Paulo, com 44.420.459 habitantes, seguido por Minas Gerais, com 20.538.718 habitantes, e Rio de Janeiro, com 16.054.524 habitantes. Juntos, esses três estados concentram 39,9% da população brasileira. A região Norte é a segunda menos populosa do país, com 17,3 milhões de habitantes, o que corresponde a 8,5% da população total.
O Censo Demográfico é a principal fonte de informação sobre a situação de vida da população em todos os municípios e localidades do Brasil. Seu objetivo é contar os habitantes do país, identificar suas características e revelar como vivem os brasileiros, fornecendo informações cruciais para a definição de políticas públicas e tomada de decisões de investimento, tanto no setor público quanto no privado.
O economista Newton Ferreira da Silva ressalta a importância da publicação do censo, destacando que os dados permitem ao governo federal desenvolver políticas públicas embasadas em informações precisas. Além disso, os resultados do censo possibilitam que pesquisadores realizem trabalhos e análises econômicas, financeiras e sociais.
"É especialmente importante para os municípios, pois, com o censo, a população é determinada com precisão, o que permite que os repasses do Fundo de Participação dos Municípios, que levam em consideração parte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Renda (IR), sejam feitos de forma justa para estados e municípios", afirma Silva.
No entanto, o economista Luigi Mauri alerta que, mesmo com as mudanças na população brasileira e nos municípios, o repasse de recursos financeiros, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), não deve ser imediatamente impactado pelos dados do censo divulgados pelo IBGE.
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"Desde fevereiro deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a normativa do Tribunal de Contas da União (TCU) que propunha utilizar os dados populacionais do censo demográfico do IBGE de 2022 para o cálculo do FPM", explica Mauri.


Fonte: Brasil 61
