A construção do Plano de Proteção e a revisão do Plano de Manejo da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru avançaram com a realização da segunda e da terceira oficinas participativas promovidas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
As atividades que iniciaram no dia 25 foram concluídas nesta quarta-feira (29), em Laranjal do Jari, reunindo moradores das comunidades São Francisco do Iratapuru, Padaria, Santo Antônio da Cachoeira e São José, além de representantes de instituições parceiras.
Comunidades participam da construção do novo Plano de Proteção da RDS do Rio Iratapuru. Oficinas reúnem moradores para fortalecer a gestão participativa da reserva.
As oficinas integram um processo de construção coletiva dos instrumentos que orientarão a gestão da unidade de conservação. Durante os encontros, os participantes contribuíram com propostas voltadas à proteção ambiental, ao uso sustentável dos recursos naturais e à conservação da biodiversidade, considerando a realidade e os conhecimentos das populações tradicionais que vivem no território.
A secretária de Estado do Meio Ambiente, Taísa Mendonça, destaca que a participação das comunidades é essencial para que os instrumentos de gestão reflitam as características e as necessidades do território.
"O Plano de Proteção e a revisão do Plano de Manejo são construídos de forma participativa porque reconhecem o conhecimento das populações tradicionais sobre o território. Esse diálogo fortalece a gestão da unidade de conservação e contribui para definir estratégias voltadas à proteção da biodiversidade e ao uso sustentável dos recursos naturais", afirma a secretária.
A programação buscou ampliar o diálogo entre comunidades e equipe técnica, permitindo que os moradores apresentassem suas experiências, necessidades e contribuições para o planejamento da RDS do Rio Iratapuru.
O assessor técnico de Biodiversidade da Sema, Euryandro Costa, ressalta que as oficinas representam uma etapa importante para consolidar os instrumentos que irão orientar a gestão da reserva nos próximos anos.
"As contribuições apresentadas pelas comunidades ajudam a construir um planejamento mais próximo da realidade local. Esse processo permite integrar conhecimento técnico e saberes tradicionais na definição das ações de proteção e manejo da unidade de conservação", explica.
A Chefe da Unidade de Conservação e analista de meio ambiente da Sema, Maíra Lopes, destaca que a elaboração do Plano de Proteção da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru avança com a participação direta das comunidades da região de Laranjal do Jari.
As oficinas têm o objetivo de construir, de forma coletiva, um documento estratégico que irá orientar as ações de proteção, prevenção e gestão da unidade de conservação, fortalecendo a atuação conjunta entre o poder público e os moradores.
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"O Plano é um instrumento estratégico para orientar a gestão da reserva e fortalecer a conservação da região do Jari. Ele vai muito além das ações de fiscalização, pois estabelece diretrizes para prevenção de grandes ameaças, monitoramento ambiental, educação ambiental e participação social. As comunidades são parceiras fundamentais nesse processo e desempenham um papel essencial como guardiãs do território. Por isso, as oficinas são tão importantes, pois permitem reunir as contribuições de lideranças, associações e moradores para construir um documento que reflita a realidade local", enfatizou.
Os trabalhos foram conduzidos pela empresa de consultoria Con&Sea Ltda., responsável pelo apoio técnico à elaboração do Plano de Proteção e à revisão do Plano de Manejo.
Próxima etapa
A etapa participativa será concluída na quinta-feira, 31 de julho, das 8h às 12h, na Sala dos Colegiados da Sema, em Macapá, com a realização da Oficina Interinstitucional para elaboração do Plano de Proteção da RDS do Rio Iratapuru.
O encontro reunirá representantes de órgãos de controle e fiscalização ambiental, como Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Batalhão Ambiental, Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema), Ministério Público do Estado (MPE), Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal, Exército e demais instituições parceiras.
A oficina encerra a etapa participativa de elaboração do Plano de Proteção da RDS do Rio Iratapuru, consolidando as contribuições das comunidades e das instituições envolvidas no processo.
Ao final desse processo, será realizado um encontro integrador, em novembro, para consolidar todas as sugestões. Esse trabalho também servirá de base para a revisão do Plano de Manejo da reserva, publicado há dez anos, garantindo que o documento seja atualizado de acordo com as atuais condições ambientais e os novos conhecimentos sobre a área.
RDS do Rio Iratapuru Criada em 1997, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru possui aproximadamente 806 mil hectares e abrange os municípios de Laranjal do Jari, Mazagão e Pedra Branca do Amapari.
A unidade de conservação protege ecossistemas amazônicos e contribui para a manutenção dos modos de vida das comunidades tradicionais, conciliando conservação ambiental e uso sustentável dos recursos naturais.
