‘Dar voz às vítimas que não podem mais falar’, diz médico-legista sobre trabalho pericial da Polícia Científica do Amapá
- Iago Fonseca
- 29/04/2026
- SEGURANÇA PÚBLICA
Efetivo da Segurança Pública, o perito médico legista Pedro Artur Baptista detalha a missão de precisão técnica que garante os caminhos para a justiça social.
estratégia de integração da Segurança Pública pelo Governo do Amapá, a perícia médica atua como o elo entre o trabalho técnico, o respeito às vítimas e a eficácia da justiça.
O Departamento de Medicina Legal (DML) da Polícia Científica, na zona norte de Macapá, garante que cada investigação receba o suporte necessário para que nenhum crime, lesão ou violência fiquem sem resposta. O avanço nos trabalhos é resultado de investimentos em infraestrutura, equipamentos e efetivos pelo Governo do Estado que, desde 2023, já convocou mais de 56 candidatos do concurso de 2022.
Para o perito médico-legista Pedro Artur Baptista, a essência da profissão, rica em detalhes para resolução de casos, reside no impacto social causado pelos laudos emitidos. Esse mérito também é alcançado com as constantes ampliações de infraestrutura, como novos espaços para os trabalhos de necropsia e perícia forense.
“A medicina legal é uma especialidade rica e imprescindível para o alcance da justiça social. Apesar de não tratarmos diretamente com a saúde e não salvarmos vidas, estamos aqui para dar voz àquelas vítimas que evoluíram para a morte, que não podem mais falar, e dar um conforto aos familiares que permanecem vivos. Quando se alcança a justiça, você entrega o alento tanto para os envolvidos quanto para toda a sociedade”, afirma Baptista.
A atuação da perícia médica é o suporte técnico que subsidia autoridades policiais em inquéritos complexos, de acidentes de trânsito, a agressões e casos de grande comoção, que mobilizam a sociedade em busca de respostas rápidas e confiáveis. Na Polícia Científica, o atendimento a vítimas de violência sexual também recebe atenção prioritária, com protocolos que evitam a revitimização e garantem um ambiente humanizado, com atendimento psicológico.
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Para Baptista, casos como o naufrágio do Anna Karoline III em 2020, que mobilizou equipes em uma força-tarefa de identificação e análise de corpos, demonstram a importância do profissional médico dentro da estrutura de segurança pública.
“Analisamos lesões, instrumentos e a vulnerabilidade da vítima para dar suporte técnico aos meios de justiça. Em casos de grande repercussão o desafio é manter o rigor técnico absoluto na identificação das vítimas com a velocidade que a sociedade espera, garantindo que cada família receba seu ente querido com total segurança e respeito”, finaliza o médico-legista.
