Foto: Maksuel Martins/GEA
Petrobras apresenta plano de segurança para exploração de petróleo na Costa do Amapá
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Petrobras apresenta plano de segurança para exploração de petróleo na Costa do Amapá

A estrutura de pronta resposta, com investimentos superiores aos de outras regiões, inclui embarcações, helicópteros e centros de reabilitação de fauna.


A Petrobras apresentou ao governador Clécio Luís, nesta quarta-feira, 29, a estrutura de pronta resposta para eventuais acidentes durante a pesquisa e futura exploração de petróleo na Costa do Amapá. O plano de segurança, o maior do Brasil, supera os investimentos feitos em outras bacias, como as do Sudeste, que possuem centenas de poços e plataformas em operação. O plano inclui uma sonda, 12 embarcações, três helicópteros, além de centros de defesa ambiental e reabilitação de fauna.

O projeto foi apresentado para atender aos requisitos do Ibama para o licenciamento da área, com destaque para duas bases para acolhimento da fauna. Uma está em Belém e a outra em Oiapoque, em fase de finalização. Essas bases foram uma das últimas condições para que a Petrobras obtivesse a licença para exploração, depois que, em outubro do ano passado, o Ibama indeferiu o pedido devido à falta de infraestrutura de resposta rápida a acidentes e atendimento à fauna.

O plano de segurança inclui embarcações de resposta à fauna, com veterinários prontos para resgatar animais em qualquer situação. Outras embarcações serão responsáveis pela contenção e recolhimento de óleo. Além disso, o projeto contará com um porto em Belém e um aeródromo em Oiapoque, garantindo a mobilização de recursos em caso de emergência. A Petrobras destacou que o uso dessa infraestrutura ocorrerá somente em situações necessárias, com a equipe da empresa comprometida com a segurança ambiental.

A exploração do petróleo na Margem Equatorial, que abrange áreas do Amapá ao Rio Grande do Norte, está concentrada no bloco FZA-M-59, com profundidade superior a 2.800 metros. A Petrobras já perfurou mais de 3 mil poços nessas condições sem danos ambientais. O processo de mapeamento pode levar até cinco meses, mas os resultados efetivos só devem ser alcançados após anos de estudo e trabalho. A empresa enfatizou que o projeto é de longo prazo, com uma vida útil estimada de 30 anos.

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Com informações/ Winicius Tavares/GEA

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