A
Caminhada Alexandrina é um dos mais conhecidos e tradicionais
eventos escolares da rede pública de ensino do Amapá. Um desafio
feito pelo professor de Educação Física, Francisco Custódio, em
1981, deu origem ao projeto. O professor reuniu um grupo de uns dez
alunos, em uma manhã de setembro, que topou fazer uma caminhada do
bairro do Trem ao balneário de Fazendinha, com cerca de 15 km de
distância, com o objetivo de incentivar a prática de exercícios
físicos. Com o êxito do desafio, um ano depois centenas de
estudantes e professores da Escola Estadual Alexandre Vaz Tavares
(AVT) acompanharam o professor Custódio na segunda caminhada até a
Fazendinha.
Quarenta e cinco anos
após a criação do evento, este ano o projeto pedagógico da 39ª
Caminhada Alexandrina,
que será realizada no dia 19 de setembro,
enfatiza o tema: Amor não machuca: por um futuro sem violência pela
vida da mulher,
com
subtemas desenvolvidos por cada turma, como exemplos, Lei Maria da
Penha: conhecer para proteger; Ciúme não é prova de amor:
Violência psicológica: palavras também ferem; Rede de apoio:
família, escola, amigos, serviços de proteção; Desconstruindo o
machismo desde a infância; Feminicídio: quando a violência chega
ao extremo; Mulheres que transformam o Brasil e o mundo. O logotipo
da caminhada 2026 foi criado pelo aluno Guilherme Almeida, da turma
251, que pela segunda vez consecutiva venceu o concurso da escolha do
símbolo da Caminhada.
Professores orientadores das turmas devem organizar ações
pedagógicas como debates, rodas de conversa, palestras, e a produção
de material visual para serem apresentados no decorrer da caminhada
deste ano, que vai acontecer na manhã do dia 19 de setembro, com a
concentração e saída em frente da Escola AVT, no
bairro do Trem, seguindo
pela avenida Feliciano Coelho, rua General Rondon, avenida Pe. Júlio,
rua Cândido Mendes, rua Beira Rio, e chegada no complexo do Araxá,
na orla de Macapá, onde será servida a tradicional feijoada e serão
desenvolvidas atividades de lazer.
Breve histórico - A semente da caminhada plantada no início dos
anos 1980 levou a direção, coordenação e a comunidade escolar a
transformar a caminhada em projeto pedagógico. A cada ano o número
de participantes foi crescendo, contando com a participação de
pessoas da comunidade e de estudantes de outras escolas. Assim a
caminhada ganhou um clima mais participativo e festivo com carros de
som, bandas musicais tocando ao vivo, faixas e cartazes com mensagens
e até protestos. Um bom número de carros de apoio seguiam atrás da
manifestação.
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Em razão do
forte calor, ocorria o tradicional banho de mangueira organizado pelo
Corpo de Bombeiros, exatamente no Meio do Mundo, no Marco Zero do
Equador. Na chegada ao balneário de Fazendinha todo mundo corria
para os chuveiros e para um bom mergulho nas águas do nosso Rio
Amazonas. O retorno para casa era uma outra aventura. Alguns pais,
parentes e amigos iam buscar os caminhantes, outros retornavam de
ônibus ou de carona, alguns mais resistentes iam e voltavam de
bicicleta. Na segunda-feira seguinte, ao retornarem às aulas, os
estudantes exibiam aquele bronzeado.
A última caminhada até a Fazendinha foi por volta de 2014. Por
causa do intenso trânsito na então BR JK, hoje JP, o calor cada vez
mais intenso e por outras medidas de segurança, a direção da
Escola AVT resolveu mudar e encurtar o percurso da caminhada nos anos
seguintes, sempre com saída da Escola AVT, seguindo pela orla de
Macapá, com a chegada na praça da concha acústica do Araxá. Com
45 anos de história, a Caminhada Alexandrina não aconteceu nos anos
da pandemia do Covid, e em outros anos por falta de recursos
materiais e financeiros. Hoje a Caminhada Alexandrina é um dos
principais projetos pedagógicos da Escola AVT, juntamente com os
Jogos Internos, o Fruição das Artes e a ação cultural Festa
Junina.
Contato:
Professora Tatiane - 981042820
