Setembro Amarelo: lideranças podem promover o bem-estar psicológico no trabalho
- 25/09/2023
- Conscientização
Especialista em diversidade e inclusão, Renata Torres comenta o papel das lideranças na prevenção de danos à saúde mental das pessoas colaboradoras
Ansiedade, depressão e estresse crônico são as principais patologias diagnosticadas em 33% das pessoas colaboradoras de empresas brasileiras, segundo pesquisa realizada pela plataforma Vittude. No entanto, essa é somente a ponta do iceberg ao falarmos da saúde mental das pessoas trabalhadoras. Um estudo de 2022 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), concluiu que o ambiente corporativo é fonte de estresse para 60% dos brasileiros.
O ambiente corporativo tem se tornado um dos grandes responsáveis por afetar o estado emocional das pessoas, seja por sobrecarga de trabalho (segundo 43% dos entrevistados pela pesquisa da IPEA e FGV), falta de reconhecimento (30%), ou falta de flexibilidade na jornada de trabalho (12%).
O estudo apontou também outros dois fatores que afetamdiretamente a saúde mental das pessoas colaboradoras de uma empresa, a falta de comunicação com a liderança (17%) e a falta de empatia/apoio na liderança direta (27%).
“Sabemos o quanto um ambiente de trabalho pode ser um local de alta pressão, metas rigorosas e demandas constantes, o que influencia diretamente na saúde mental de quem está naquele local. Nesse contexto, o papel das lideranças é fundamental, no sentido de desenvolver ações e técnicas que contribuam ativamente para melhorar o bem-estar psicológico das pessoas colaboradoras”, explica Renata Torres, co-founder da Div.A Diversidade Agora! e especialista em diversidade e inclusão.
Segundo Renata, o primeiro passo é a conscientização. “É preciso buscar conhecimento para entender mais sobre as dimensões da situação e quais são os fatores daquele ambiente que estão afetando a sua equipe. Além disso, uma liderança precisa reconhecer e entender quais são os vieses que podem estar influenciando determinados comportamentos entre os times e resultando em tomadas de decisões que nem sempre são as melhores escolhas”, ressalta.
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A relação dos times com a liderança é responsável por grande parte do bem-estar no ambiente de trabalho, por isso, a dinâmica dessa conexão contribui para tornar o ambiente corporativo mais propício ao equilíbrio sócio emocional das pessoas colaboradoras.
“Uma liderança inclusiva deve demonstrar interesse genuíno pelas pessoas do seu time. Praticar a escuta ativa em todas as situações, e sem julgamentos, é muito importante nesse processo, assim como criar momentos para compartilhar outros tipos de temas que não sejam só os profissionais, aproveitando essas ocasiões para dividir a sua jornada, gerando oportunidades para que as pessoas contem suas histórias também. Tudo isso proporciona uma profunda conexão entre todas as pessoas”, conclui a especialista.
