Macapá-AP, Domingo, 26 de julho de 2026.
  • O Amapá
    • Articulistas/Colunistas
    • Municípios
    • Mapa e Símbolos
    • Dados Geográficos
    • Pontos Turísticos
    • Loja/Ofertas
  • Edição On-line
  • Cidades
  • Cultura
  • Educação
  • Oportunidades
  • Política
  • Polícia
  • + Editorias
    • Esportes
    • Eventos/Celebridades
    • Finanças/Investimentos
    • Negócios/Carreiras
    • Pets/Jardinagem
    • Saúde/Bem-estar
    • Tecnologia
    • Variedades
  • Mídia
    • Edição On-line
    • Indicações
    • #Restague
    • Empregos
    • Vídeos
    • Publicações
    • Telefones Úteis
    • Loterias
Publicidade
Maria Heloísa Martinheira
Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha convida à reflexão: até onde vale o risco de importar um retrocesso?
Publicidade
Inicio / Artigo / Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha convida à reflexão: até onde vale o risco de importar um retrocesso?

Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha convida à reflexão: até onde vale o risco de importar um retrocesso?

  • Por Sol Feliciano, diretora de comunicação da ABRH
  • 25/07/2026
  • Artigo


O debate sobre diversidade vive um momento de inflexão. Nos Estados Unidos, grandes empresas vêm reduzindo ou reformulando programas de diversidade, equidade e inclusão (DE&I), pressionadas por decisões judiciais, mudanças políticas e uma crescente reação ao tema. No Brasil, onde mulheres negras continuam enfrentando obstáculos para acessar oportunidades em igualdade de condições, a pergunta deveria ser outra: podemos nos dar ao luxo de abandonar essa agenda?

Essa não é apenas uma discussão sobre representatividade. É uma discussão sobre desenvolvimento. Um país que limita o acesso de parte significativa da sua população ao mercado de trabalho, à educação de qualidade e aos espaços de decisão desperdiça talento, reduz sua capacidade de inovar e compromete o próprio crescimento econômico.

O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, convida justamente a essa reflexão. No Brasil, a data também homenageia Tereza de Benguela, líder quilombola que se tornou símbolo de resistência, organização e liderança. Mais do que lembrar sua trajetória, a data nos provoca a olhar para o presente e perguntar quanto potencial ainda permanece invisível por falta de oportunidades.

Nos últimos anos, diversidade deixou de ser apenas uma pauta ligada à responsabilidade social para ocupar espaço nas discussões sobre desenvolvimento econômico, competitividade e futuro do trabalho. Ainda assim, a realidade mostra que as oportunidades continuam sendo distribuídas de forma desigual. Mulheres negras seguem encontrando barreiras para ingressar, permanecer e avançar profissionalmente, apesar dos avanços na escolarização, na qualificação e no empreendedorismo.

Segundo a PNAD Contínua do IBGE, pessoas negras representam 56,7% da população brasileira e são maioria entre as pessoas que trabalham, entre os trabalhadores informais e entre os desempregados. Ainda assim, o levantamento mais recente do Instituto Ethos mostra que elas continuam sub-representadas nos cargos de alta liderança das maiores empresas do país.

Ao longo da minha trajetória profissional, desenvolvendo iniciativas voltadas à formação, empregabilidade e aceleração de carreira de mulheres negras, acompanhei centenas de profissionais altamente qualificadas. Em comum, muitas compartilhavam uma mesma experiência: não lhes faltavam competência ou preparo, mas oportunidades equivalentes às de outros profissionais com trajetórias semelhantes.

Essa percepção também apareceu durante minha pesquisa no MBA em Gestão de Pessoas da USP/ESALQ sobre a presença de mulheres negras nos Conselhos de Administração brasileiros. Quando 74% das participantes afirmam que suas organizações não contam com nenhuma mulher negra em seus conselhos administrativos, fica evidente que o problema não é a falta de talento. O que persiste são barreiras históricas que continuam determinando quem tem acesso aos espaços onde as decisões estratégicas são tomadas.

É justamente por isso que o Brasil precisa evitar importar respostas prontas para problemas que não são os nossos. O contexto norte-americano, marcado por disputas jurídicas e políticas específicas, não pode servir de referência automática para um país cuja formação social, racial e econômica é profundamente diferente. Se ainda convivemos com desigualdades persistentes de acesso à educação, ao emprego e à renda, enfraquecer políticas de inclusão significaria ignorar desafios que continuam presentes na realidade brasileira.

Mais do que criar programas específicos, ampliar oportunidades exige rever critérios de acesso, reduzir barreiras invisíveis e construir ambientes onde diferentes trajetórias possam competir em condições mais equilibradas. O mérito só pode ser plenamente reconhecido quando todos têm a possibilidade real de demonstrá-lo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há uma frase da filósofa Angela Davis que permanece atual: "Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela." Essa ideia vai além do simbolismo. Quando mulheres negras ampliam sua participação no mercado de trabalho, empreendem, ocupam espaços de influência e têm acesso às mesmas oportunidades de desenvolvimento, toda a sociedade se beneficia. Ganha a economia, ganha a inovação e ganha a democracia.

O verdadeiro debate, portanto, não é se a diversidade continua ou não na agenda. A questão é outra: que país queremos construir. Um país que insiste em desperdiçar talentos por causa da origem, da raça ou do gênero dificilmente alcançará todo o seu potencial de desenvolvimento. Ampliar as oportunidades para mulheres negras não é apenas reparar uma desigualdade histórica. É investir na capacidade do Brasil de crescer de forma mais justa, competitiva e sustentável.

Sobre a ABRH-SP

A Associação Brasileira de Recursos Humanos - Seccional São Paulo (ABRH-SP) é uma instituição sem fins lucrativos que se destaca como a principal referência em gestão de pessoas no Brasil. Fundada há mais de 55 anos, reúne a expertise de profissionais e empresas que buscam excelência na área.

Com mais de 3 mil associados e realizando mais de 100 eventos ao ano, a ABRH-SP possui um corpo diretivo e consultivo formado por especialistas renomados, impulsiona a inovação e acompanha de perto as últimas tendências em Recursos Humanos.

Está presente não apenas na capital paulista, mas também em mais 9 regionais do estado de São Paulo, representando uma ampla diversidade de profissionais e sendo um ponto de referência para o desenvolvimento do setor em todo o país.

Mais informações: https://abrhsp.org.br/

Publicidade



O que achou desta notícia?


Cursos Básicos para Concursos

Anterior Post

Se a escola já é bilíngue, por que tantos pais ainda pagam curso de inglês?

Próximo Post

Circo no Residencial leva espetáculos gratuitos ao Residencial Mestre Oscar Santos neste sábado

Publicidade
Guest Post

Editorias

  • Artigos

    ( 1118 )

  • Cidades

    ( 8383 )

  • Cultura e Turismo

    ( 3142 )

  • Educação

    ( 2581 )

  • Oportunidades

    ( 1948 )

  • Política

    ( 5606 )

  • Polícia

    ( 4624 )

  • Ciência e Saúde

    ( 3810 )

  • Eventos e Celebridades

    ( 700 )

  • Finanças e Investimentos

    ( 1552 )

  • Negócios e Carreiras

    ( 1333 )

  • Esportes

    ( 1467 )

  • Pets/Jardinagem

    ( 309 )

  • Tecnologia

    ( 709 )

  • Variedades

    ( 833 )

  • Pontos Turísticos

    ( 20 )

  • Loterias

    ( 232 )

  • indicações

    ( 38 )

Sebrae Amapá
Sebrae Amapá
Estratégia Concursos
Parceiro Magalu
Hotmart
Guest Post
Collaborator
Hinode
Whitepress

O portal Amapá Digital (www.amapadigital.com.br) desde de 2002 busca informar sobre os acontecimentos do Amapá nas editorias de Cidades, Cultura, Esporte, Polícia, Política, Oportunidades, Varidades e Saúde.
Nosso papel é divulgar o Amapá para o Brasil e o mundo. E através das notícias também oferecer oportunidades aos amapaenses. Aqui você fica antenado(a)!

Inscreva-se

* indicates required

Copyright © All rights reserved | This template is made with by Colorlib | Amapá Digital

  • Sobre nós
  • Política de privacidade
  • Contato