De acordo com o médico de família e comunidade Felipe Valente, do Eco Medical Center, as IAs generativas ainda sofrem com as chamadas "alucinações", fenômeno em que o sistema cria informações falsas que parecem verdadeiras. Com isso, podem atribuir importância desproporcional a doenças graves, como o câncer, mesmo quando a probabilidade real é baixa.
Para o especialista, um dos principais riscos é o paciente confiar em uma resposta gerada pela máquina e deixar de procurar avaliação profissional. “Uma dor intensa que altere o dia a dia precisa ser investigada, independentemente do que a IA diga. Da mesma forma, uma dor leve que persiste por muito tempo também merece atenção”, afirma Valente.
O médico explica que as plataformas de IA foram desenvolvidas para simular conversas, e não para fornecer diagnósticos médicos precisos. Por isso, elas podem apresentar informações incorretas. “Se a pessoa pergunta se o problema é muito grave, a resposta tende a seguir essa linha. Se pergunta se não há motivo para preocupação, a IA também pode concordar. As palavras utilizadas influenciam diretamente o tipo de resposta recebida”, explica.
Para ilustrar o cenário, o médico compara o uso da IA a um diagnóstico automotivo: “Ela pode sugerir que o motor fundiu ou que houve sabotagem, hipóteses que são reais, mas antes seria preciso verificar se não falta combustível ou se a bateria está descarregada. Na medicina, algo semelhante acontece quando sintomas comuns recebem interpretações excessivamente graves pelas plataformas de IA”, diz.
Uso da IA com parcimônia
Apesar dos riscos, o Dr. Felipe Valente destaca que a tecnologia pode ser útil quando usada de forma complementar ao acompanhamento médico tradicional. Entre as aplicações mais seguras e práticas estão a organização de listas de medicamentos, registros de pressão arterial e glicemia, histórico de tratamentos e a criação de lembretes para consultas e renovação de receitas.
“A IA veio para ficar e certamente se tornará cada vez melhor. Mas deve ser utilizada com prudência. Ela pode ajudar a organizar informações e apoiar o autocuidado, mas nunca irá substituir a avaliação médica individualizada”, pondera o especialista do Eco Medical Center.
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Sobre o Eco Medical Center
O Eco Medical Center (EMC) é um ecossistema de saúde moderno e integrado, localizado no bairro Água Verde, em Curitiba, que reúne excelência, comodidade e integração em um único lugar. Com nove andares, mais de 450 médicos e 48 especialidades, o EMC realiza mais de mil atendimentos por dia, oferecendo praticidade, agilidade e alta resolutividade aos pacientes.
Com uma proposta centrada na integração entre especialidades, tecnologia e atendimento humanizado, o Eco transforma a jornada em saúde ao conectar profissionais, serviços e estruturas de forma eficiente. O modelo permite o atendimento completo em um só lugar com diagnósticos mais rápidos e precisos, além de tratamentos coordenados, elevando a qualidade do cuidado e a experiência do paciente.
O EMC combina infraestrutura moderna, excelência médica e um olhar integral sobre o paciente, consolidando-se como referência em saúde integrada. Seu propósito é garantir acesso facilitado, comodidade e eficiência, por meio de um atendimento personalizado que une inovação, qualidade e compromisso com o bem-estar.
