Governo do Amapá integra grupo de trabalho para realização do 13º Congresso Estadual das Parteiras Tradicionais
Publicidade

Governo do Amapá integra grupo de trabalho para realização do 13º Congresso Estadual das Parteiras Tradicionais

Congresso acontece de 29 a 31 de agosto, para fortalecer políticas públicas voltadas à atuação das aparadeiras no estado.


O Governo do Amapá compõe o grupo de trabalho que debate e formula propostas de políticas públicas nos 16 municípios do estado, para a realização do 13º Congresso Estadual das Parteiras Tradicionais, que acontece no período de 29 a 31 de agosto, em Macapá. Os encontros começaram em Laranjal do Jari e nesta terça-feira, 24, ocorre em Mazagão.

O grupo é composto por gestores de diversas secretarias estaduais, instituições de educação, benzedeiras, raizeiras e parteiras. Além de fazer a mobilização para o evento, está sendo elaborada uma pesquisa socioeconômica em parceria com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec), a fim de identificar a realidade das parteiras. A partir desses dados serão feitas propostas nas áreas de educação, empreendedorismo, desenvolvimento da economia criativa e a respeito da salvaguarda das parteiras.

Marinez Lopes

Marinez Lopes

Foto: Divulgação

A presidente da Associação das Parteiras Tradicionais de Laranjal do Jari e vice-presidente da Rede Estadual das Parteiras Tradicionais do Amapá, Marinez Lopes, lembra que o ofício das parteiras vem se mantendo vivo de geração em geração, mas que ainda não foi reconhecido como profissão.

“Uma das coisas que buscamos, é o reconhecimento, a visibilidade e a valorização do nosso trabalho, um dos mais antigos do mundo, o ato de partejar e aparar vidas. Precisamos também, salvaguardar nossos saberes e fazeres, pois não temos nada por escrito, que narre a trajetória milenar dessas mulheres”, destacou Marinez.

De acordo com a superintendente adjunta da Superintendência de Vigilância em Saúde, Melissa Carvalho, que compõe o grupo de trabalho, é importante estabelecer parcerias para consolidar políticas públicas que reconheçam a importância das parteiras na Amazônia.

Melissa Carvalho

Melissa Carvalho

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foto: Divulgação

“Estamos unindo forças para fortalecer a rede de diálogo e contribuir para que as parteiras sejam reconhecidas e valorizadas em diversas áreas, incluindo o atendimento domiciliar, comunitário, unidades de saúde, hospitais e maternidades, além de consultórios particulares. Elas desempenham um papel fundamental na saúde, especialmente em áreas rurais, comunidades indígenas e periféricas, onde podem ser a principal referência para o acompanhamento de gestantes e realização de partos”, pontuou Melissa.

Sobre as parteiras tradicionais do Amapá

Tradicionalmente o ofício de parteira é passado de mãe para filha, um conhecimento transmitido por gerações. As parteiras aprendem o ofício por meio da observação e da experiência, muitas vezes acompanhando suas mães ou avós, que também eram parteiras.

O trabalho engloba uma gama de atividades que ultrapassa a prática de assistir um parto. Elas são conselheiras, realizam massagens e puxações, recomendam e preparam remédios caseiros para o tratamento de cólicas, tosse, gases e dores em geral.

No que se refere ao atendimento às grávidas, elas costumam acompanhar todo o período de gestação, cuidando do bem-estar da mulher. A assistência aos partos no meio urbano, tem se tornado cada vez menos regular, mas ainda é muito utilizado no interior do Amapá, especialmente em áreas rurais e comunidades distantes. Nesses locais, as parteiras tradicionais muitas vezes representam a principal ou única opção de assistência durante o parto.

Por Ana Anspach

Publicidade



O que achou desta notícia?


Cursos Básicos para Concursos