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Amapá possui a maior taxa de internações por doenças transmitidas por vírus ou bactérias no Brasil; especialista faz recomendações
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Amapá possui a maior taxa de internações por doenças transmitidas por vírus ou bactérias no Brasil; especialista faz recomendações

Especialista da Anhanguera alerta para os cuidados com contaminações devido à falta de um sistema de esgoto adequado


A falta de um sistema de esgoto adequado pode criar desafios significativos para a saúde pública, mas a conscientização e a adoção de medidas preventivas podem ajudar a reduzir esses riscos.

Segundo ranking divulgado pelo Instituto Trata Brasil, o Amapá é o estado brasileiro com maior taxa de internações por doenças de transmissão feco-oral, que são causadas por bactérias, vírus, protozoários e helmintos, com 24,6 internações a cada dez mil habitantes. Rondônia vêm logo atrás, com 22,2 internações por dez mil habitantes.

Danielson Cavalcante, coordenador do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera de Macapá, explica que uma boa drenagem pluvial evita não apenas enchentes, alagamentos, danos ambientais e deslizamentos, mas a proliferação de doenças. 

Com base nesses dados, é crucial ressaltar a necessidade de precauções contra contaminações. É fundamental dar mais atenção à rotina diária de higiene pessoal, especialmente no ato de lavar as mãos regularmente com água e sabão, principalmente após usar o banheiro e antes de manusear alimentos”, analisa.

Segundo o especialista, a limpeza adequada do corpo, incluindo tomar banhos regulares, lavar as mãos e o cabelo e manter as unhas aparadas e limpas, contribui para a redução da carga de germes e bactérias. Para o docente, essa falta de acesso a saneamento básico adequado está associada a uma série de problemas de saúde, especialmente em comunidades carentes ou em desenvolvimento, por isso a importância de redobrar os cuidados. 

A falta de água limpa, saneamento e higiene inadequada pode desencadear surtos de doenças infecciosas, desnutrição e sobrecarregar os sistemas de saúde, resultando em condições como diarreia, cólera, hepatite A, febre tifoide e diversas doenças respiratórias”, pontua.

Diante disso, o especialista listou algumas recomendações que podem ajudar a população a evitar contaminações e quais são as principais doenças devido à falta de saneamento básico. Confira:

Saúde pessoal: esteja atento a sinais de doenças relacionadas a água e saneamento inadequados, como diarreia, febre e desconforto abdominal. Busque atendimento médico quando necessário;

Descarte de resíduos: é necessário descartar os resíduos humanos de forma higiênica e segura. Caso seja possível, é recomendado que sejam utilizados sistemas de fosses sépticas, seguindo as orientações de instalação e manutenção; 

Purificação de água: a água potável pode estar em risco de contaminação. Ferva ou trate a água antes de consumi-la para eliminar possíveis bactérias;  

Conscientização: informe-se sobre práticas seguras de higiene e saneamento e compartilhe esse conhecimento com familiares e vizinhos para criar uma comunidade mais saudável;

Higiene das mãos: lave as mãos regularmente com água e sabão, especialmente após usar o banheiro, antes de comer e depois de lidar com alimentos. A higiene das mãos adequada é essencial para evitar doenças transmitidas por contato; 

Evite o contato com água contaminada: evite nadar ou brincar em águas que possam estar contaminadas com esgoto ou outros poluentes. Isso é especialmente importante em áreas onde o saneamento básico é precário; 

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Educação em saúde: promova a educação em saúde em sua comunidade. Conscientize as pessoas sobre a importância da higiene, do acesso à água potável e do saneamento adequado. Treinamento sobre boas práticas de higiene pode ser crucial;

Vacinação: em algumas áreas, doenças transmitidas pela água ou por vetores, como cólera e malária, podem ser prevenidas por meio de vacinas ou medidas de controle de vetores. Certifique-se de que você e sua comunidade tenham acesso a serviços de saúde e vacinação adequados;

Participação comunitária: trabalhe em conjunto com sua comunidade e autoridades locais para melhorar as condições de saneamento básico. A participação comunitária pode ser eficaz na busca de soluções para problemas de saneamento.  

Principais doenças: 

Diarreia: pode ser causada por uma variedade de organismos patogênicos presentes na água contaminada, como bactérias (por exemplo, Escherichia coli, Salmonella, Shigella), vírus (por exemplo, rotavírus, norovírus) e parasitas (por exemplo, Giardia, Cryptosporidium);

Cólera: é uma infecção intestinal aguda causada pela bactéria Vibrio cholerae. A cólera é comumente associada à ingestão de água ou alimentos contaminados e pode se espalhar rapidamente em áreas onde o saneamento básico é inadequado;

Hepatite A: é uma doença viral que afeta o fígado e é transmitida principalmente através da ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes infectadas. A falta de saneamento adequado pode facilitar a propagação do vírus da hepatite A;

Febre tifoide: é uma doença bacteriana causada pela Salmonella typhi, geralmente transmitida através da ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes humanas infectadas;

Infecções respiratórias: embora não sejam transmitidas diretamente pela falta de saneamento, as más condições de higiene ambiental podem contribuir para a propagação de infecções respiratórias, como pneumonia e tuberculose, devido à superlotação e à contaminação do ar.

Sobre a Anhanguera – Fundada em 1994, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e um portfólio diversificado com mais de 47 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 96 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos, EJA e preparatórios, com destaque para o Intensivo da OAB. Pertencente à Cogna Educação, o mais diversificado e maior grupo educacional do país, a marca está presente em mais de 106 unidades e 1.698 polos em todos os estados brasileiros, atendendo a milhares de alunos por meio de professores especialistas, mestres e doutores. Com o conceito lifelong centric, centrado na aprendizagem em todas as fases do aluno, 91% das instituições possuem notas 4 ou 5 no MEC. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.  

Por Nicholas Montini Pereira e Carolina Pinho   

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