Alta dos preços faz consumidores apertarem o cinto nos gastos e buscar alternativas para ajustar hábitos na hora das compras, aponta pesquisa do Reclame AQUI
- 25/02/2025
- Infração
Café, carne, ovos, azeites e óleos… Qual é o maior vilão na lista de compras dos brasileiros? Estudo do Reclame AQUI mostra os principais impactos da inflação no orçamento.
Há alguns meses uma ida aos supermercados e às feiras não está fácil para os brasileiros. Produtos da cesta básica como café, leite, óleo, além de frutas e verduras e demais itens de grande procura têm registrado altas nos preços. O que leva os consumidores a fazerem uma verdadeira ginástica no orçamento, impactado significativamente o cotidiano.
Uma pesquisa realizada pelo Reclame AQUI sobre o tema aponta uma perspectiva nada positiva, pois para 83,78% essa alta de preços deve continuar nos próximos meses. Trata-se mais do que uma adaptação de orçamento, as atitudes dos consumidores já passam por cortes e/ou trocas de itens na alimentação, recálculo no custo de vida e repriorização de onde alocar cada recurso todos os meses.
De modo geral, a percepção dos consumidores consultados é de que tudo aumentou, independentemente do tipo de produto. No entanto, alguns itens puxam a lista quando os consumidores foram questionados em quais produtos eles notaram maiores altas: café (83,46%); carnes (82,02%); óleos e azeites (67,52%); hortifruti (frutas, legumes e verduras) (55,86%); grãos (arroz, feijão, etc.) (51,18%); laticínios (leite, queijo, iogurtes…) (49,52%); e ovos (34,47%). Ainda foram mencionados pelos consumidores, material de limpeza e higiene pessoal.
A consulta aos consumidores no site, que aconteceu nos dias 11 e 12 de fevereiro de 2025 e contou com a participação de mais de 4 mil consumidores, ainda mostra que o principal impacto da alta dos preços no orçamento mensal é o freio definitivo no consumo de alguns alimentos (28.32%), além da diminuição da compra de muitos itens (27.35%) e a tradicional troca de marcas por opções mais baratas (22.02%).
Buscando outras saídas, os respondentes ainda apontaram que têm deixado de viver momentos de lazer; reduzido idas ao supermercado, escolhendo os dias também; redirecionando valores que seriam gastos em outras categorias de consumo para complementar na alimentação; por exemplo, como os cuidados com a saúde.
Atitudes como as listadas acima mostram o quanto o poder de compra dos brasileiros começa o ano enfraquecido e, ainda, o quanto essa alta pode impactar em outros setores como varejo, serviços, lazer e entretenimento, por exemplo. E até levar à inadimplência, já que pode gerar dificuldade do planejamento financeiro pessoal e familiar, deixando outras contas de lado.
O estudo ainda mostra que 58,72% dos respondentes têm feito reorganização financeira, para poder se alimentar com qualidade e atender às necessidades passa por redução do consumo de certos alimentos; já 53,86% têm feito muito mais pesquisas de preços e compras em diferentes estabelecimentos; e 44,63% fazem comparações de marcas para encontrar opções mais em conta.
E para uma ida ao mercado caber no bolso é preciso muita criatividade na cozinha para fazer mais com menos. Assim como escolher os dias para ir aos supermercados e até reduzir essas idas, focar em promoções e optar por produtos e produtores locais e regionais. E até mesmo estudar mudanças de cidade em busca de custos de vida menores, tudo isso são algumas atitudes pontuadas pelos consumidores na pesquisa.
Dicas do Reclame AQUI para amenizar a alta dos preços
- Pesquise preços: Sempre compare os preços dos produtos em diferentes estabelecimentos, isso ajuda a encontrar variedade e a economizar mais.
- Planeje suas refeições: Mapear o preparo e consumo dos alimentos pode ajudar a evitar desperdícios e ser mais objetivo na hora da compra.
- Priorize seus gastos e planeje o orçamento: Ter os gastos mapeados e uma visão macro do que sobra de dinheiro pode ajudar a evitar compras por impulso, desperdícios e gastos excessivos.
- Busque alternativas: Mapeie produtos e serviços mais acessíveis ao que você costuma, é uma boa forma de economizar.
Pesquisa Reclame AQUI sobre a alta dos preços
1.Qual o principal impacto da alta dos preços no seu orçamento mensal?
Definitivamente parando de consumir alguns itens 28.32%
Diminuição da compra de alimentos 27.35%
Troca de marcas por opções mais baratas 22.02%
Substituição de alguns alimentos por outros 18.03%
Outros (campo aberto) 4.29%
2.Em quais categorias de alimentos você mais sentiu o aumento dos preços? (pergunta de múltipla escolha)
Café 83.46%
Carnes 82.02%
Óleos e azeites 67.52%
Hortifruti (frutas, legumes e verduras) 55.86%
Grãos (arroz, feijão, etc.) 51.18%
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Laticínios (leite, queijo, iogurtes…) 49.52%
Ovos 34.47%
Outros (campo aberto) 9.77%
3.O que você tem feito para lidar com a alta dos preços dos alimentos? (pergunta de múltipla escolha)
Reduzido o consumo de certos alimentos 58.72%
Pesquisado preços e comprando em diferentes estabelecimentos 53.86%
Comparado marcas para encontrar opções mais em conta 44.63%
Começado a plantar alguns alimentos em casa 4.91%
Fazendo compras coletivas para baratear o custo 6.35%
Buscado alternativas de renda 17.38%
Outros (campo aberto) 3.32%
4.Você acha que os preços dos alimentos vão continuar subindo?
Sim 83.78%
Não 4.36%
Não sei 11.85%
Sobre o Reclame AQUI
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empresas do mundo. Com 25 anos de história, conecta empresas e consumidores para a evolução de relacionamentos de forma ética e transparente. Com mais de 26,1 milhões de consumidores cadastrados e mais de 750 mil empresas cadastradas na plataforma, o Reclame AQUI tem um valor importante na decisão de compra dos brasileiros. Em média, soma 1,7 bilhão de pageviews/ano, mais de 1,4 bilhão de visitas, 25 milhões de acessos por mês; 46 mil reclamações por dia e alcance de 75% de índice de solução (referência 2024). Por meio de pesquisas, conteúdos, softwares e inteligência de dados, ajuda o mercado a entender e construir os melhores caminhos para chegar ao atendimento de excelência. Além disso, fornece insumos certeiros para fortalecer a presença na jornada de compra e experiência dos consumidores, como reputação, indicadores e reviews, todos os dados públicos, opiniões e recomendações de pessoas forjam o maior atributo de reputação que uma marca pode ter: a confiança, e que para ser uma empresa customer centric é preciso acreditar nisso.
