- Com apoio do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, quinta edição do projeto de celebração histórica acontece de 9 a 20 de setembro, resgatando a experiência e a diversidade do cinema de meio século atrás
- O Império dos Sentidos, Cria Cuervos, Táxi Driver, Jonas que Terá Vinte e Cinco Anos no Ano 2000 e King Kong estão entre os destaques da seleção que comemora o sucesso de Dona Flor e Seus dois maridos, com exibição em DCP
- Lenda na filmografia pernambucana, o raríssimo Luciana, a Comerciária, dirigido por Mozart Cintra e rodado em Arcoverde e Recife, ganha sessão no dia 20, na Cinemateca e na Fundação Joaquim Nabuco
Entre os dias 9 e 20 de setembro, a Cinemateca Brasileira realiza a mostra 1976 – 50 ANOS DEPOIS. Dando continuidade ao projeto iniciado em 2022, dedicado à celebração de filmes lançados há meio século, a 5ª edição do evento reúne uma rica seleção de obras nacionais e internacionais que revelam a estética, as temáticas e a efervescência da produção cinematográfica daquele ano. Esta edição conta com o apoio fundamental do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, Goethe-Institut São Paulo, Cinemateca de Curitiba, Arquivo Nacional, CTAv, Gullane+, Adriana Figueiredo e Bar Soberano.
Com curadoria do cineasta Paulo Sacramento, idealizador da mostra, em conjunto com o setor de Difusão de Filmes da Cinemateca Brasileira, a programação abriga diversos gêneros, estilos e cinematografias. O evento é fruto de um extenso trabalho integrado que vai da pesquisa e prospecção de documentos ao processamento técnico e preservação das obras.
Para além dos filmes recém-digitalizados, a programação oferece uma oportunidade única de rever obras incontornáveis que definiram o cinema de 1976. A sessão de abertura terá exibição do clássico do terror Carrie, a Estranha. A seleção também celebra o sucesso histórico de Dona Flor e Seus Dois Maridos, um dos maiores marcos de público do cinema nacional, com projeção em formato DCP. Títulos emblemáticos como O Império dos Sentidos, Cria Cuervos, Táxi Driver, Jonas que Terá Vinte e Cinco Anos no Ano 2000 e King Kong estão inclusos entre os destaques, reforçando a riqueza estética e o impacto cultural dos filmes selecionados para esta edição. Dentre a seleção nacional, destacam-se títulos como Aleluia Gretchen, Inferno Carnal e Xica da Silva.
“Se a qualidade dos filmes a serem exibidos é sempre motivante, mais ainda é constatar como o cinema tornou-se ao longo de sua história uma ferramenta imprescindível para o conhecimento humano, depositário fiel de informações e dados (concretos ou intangíveis) que testemunham as minúcias do nosso passado”, comenta Sacramento em texto para o catálogo da mostra, que terá cópias impressas distribuídas ao público. O volume, com projeto gráfico de João Pedro Albuquerque e capa de Ruth Klotzel, traz ainda apresentação pela diretoria e pela Difusão da Cinemateca Brasileira e textos do da jornalista e pesquisadora Ana Paula Sousa e do crítico e professor de cinema Paulo Santos Lima, além de fichas técnicas com comentários sobre cada um dos filmes exibidos e uma seleção especial de imagens. Os catálogos serão distribuídos na bilheteria da Cinemateca Brasileira, mediante a entrega de dois ingressos de filmes da sessão.
Especialmente para esta edição, a Cinemateca confeccionou novas cópias digitais que ampliam o acesso do público a obras pouco vistas. Entre os destaques estão os longas-metragens O Pai Do Povo, Presídio De Mulheres Violentadas e o raríssimo Luciana, a Comerciária, além do curta Filmando Dona Flor, que traz os bastidores do clássico Dona Flor E Seus Dois Maridos, e uma seleção de trailers recém-preservados.
No mesmo dia de sua exibição na Cinemateca Brasileira, 20 de setembro, Luciana, a Comerciária terá uma sessão especial na Fundação Joaquim Nabuco, no Recife. Por cinquenta anos, o filme permaneceu como uma lenda na filmografia pernambucana. Primeiro e único longa-metragem dirigido pelo ator, produtor, roteirista e diretor Mozart Cintra, o filme foi rodado nas cidades de Arcoverde e Recife, tendo à época apenas duas exibições, destinadas a membros da equipe de filmagem e jornalistas locais.
A mostra mantém iniciativas de sucesso das edições anteriores, expandindo a vivência do público para além da tela. No Foyer Grande Otelo, uma exposição de cartazes dialoga diretamente com a programação. O grande destaque é o cartaz do filme Bacalhau, que recebeu tratamento minucioso de conservação e restauro pelo Laboratório de Conservação e Restauro da instituição, provando que a preservação audiovisual também engloba materiais gráficos essenciais para a memória do cinema. Parceiro da Cinemateca, o Bar Soberano, na República, recebe três sessões da mostra, todas com exibição em 35mm de Bacalhau, O Império Dos Sentidos e Mulheres do Sexo Violento, este último exibido em sessão especial no dia 25 de setembro.
Como na edição do ano passado, antes dos longas-metragens, o público assistirá a trailers de época e a cinejornais exclusivos do Canal 100, coleção sob a guarda da Cinemateca e que está em processo de recuperação pela instituição a partir de um projeto dedicado.
Todas as sessões são gratuitas e os ingressos podem ser retirados 1 hora antes de cada uma delas na bilheteria da Cinemateca Brasileira. Para as sessões ao ar livre, no Espaço Alberto Cavalcanti, a ocupação dos lugares é feita por ordem de chegada, sem necessidade de retirada de ingressos.
CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana
Horário de funcionamento
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Espaços públicos: de segunda a segunda, das 08 às 18h
Salas de cinema: conforme a grade de programação.
Biblioteca: de segunda a sexta, das 10h às 17h, exceto feriados
Sala Grande Otelo (210 lugares + 04 assentos para cadeirantes)
Sala Oscarito (104 lugares) Espaço Alberto Cavalcanti (Área externa) (300 lugares)
Retirada de ingresso 1h antes do início da sessão
SOBRE A CINEMATECA BRASILEIRA
A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes – FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social.
O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 60 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.
