O surgimento de várias espécies de animais não comuns na região do Estado do Amapá e ilhas do Pará tem sido quase que frequente e chamado a atenção dos pesquisadores do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), que iniciam estudos mais aprofundados desses acontecimentos.
Mais recente, teve o aparecimento de um Boto-cor-de-rosa (fêmea), entre os bairros de Fazendinha e Vale Verde, domingo, 20, uma equipe do Batalhão Ambiental da Polícia Militar foi designada ao local para atender a ocorrência, os militares encontraram os animais mortos, mãe e filho. Eles fizeram contato com os pesquisadores do Iepa.
"Por meio das redes sociais, recebemos a informação que moradores locais tinham avistados os animais as margens do rio Amazonas, nossa equipe foi ao local e constatou o episódio, quando acionamos os técnicos do Iepa, que identificaram uma fêmea e seu filhote, que havia acabado de nascer", explicou o capitão Araújo, do Batalhão Ambiental da PM.
Um dos especialistas, o cientista ambiental associado ao laboratório de mamíferos do Lamam/Iepa, Roginey Silva da Silva, descreve como encontraram os animais e os dados preliminares.
Pesquisador do Iepa, Roginey Silva, responsável pelo resgate do boto (fêmea e o filhote), encontrados mortos
"Encontramos esses dois animais mortos na praia do Vale Verde, sendo a fêmea com 2,25cm e um bebê recém-nascido. Preliminarmente há indícios de eles terem morrido durante o parto, haja vista que não encontramos sinais de malhamento (acidentes com redes de pescas), ou colisão com alguma embarcação, ou seja, inicialmente não foi detectado algum tipo de lesão, no entanto, nossa equipe de especialistas vai fazer uma análise de necropsia para elucidação", esclareceu Roginey Silva da Silva.
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Já o médico veterinário do Instituto Federal do Amapá (Ifap), que atua na Rede de Encalhe e Informação de Mamíferos Aquáticos do Norte e Centro Oeste (Remanor), Luiz Sabioni, que também atendeu ao acontecimento, ressaltou da necessidade de uma investigação bem aprofundada para descobrir o porquê fenômenos como estes que estão ocorrendo com essas espécies de animais. Segundo ele, essa parte do Brasil não é de habitat desses tipos de animais.
Em fevereiro desse ano, uma baleia e seu filhote foram encontrados mortos na praia do Goiabal no município de Calçoene. Já em novembro de 2025, profissionais do Instituto, fizeram o resgate do esqueleto de uma baleia-sei de aproximadamente 16 metros. O animal havia encalhado na Ilha das Pacas, em Chaves (PA).
Uma ossada de baleia-de-bryde (Balaenoptera brydei) foi achada por moradores nativos em julho de 2025, na Ilha da Viçosa, em Chaves (PA). O material foi transportado para o acervo do Iepa em Macapá e era um macho de 14 metros.
Em março de 2026, um crânio de baleia cachalote, a maior baleia com dentes do planeta, foi resgatado no arquipélago do Bailique e encaminhado ao Instituto de Pesquisas (Iepa). O material, com 2,20 metros de comprimento, foi incorporado à coleção científica do instituto e vai contribuir para estudos sobre a vida marinha na foz do Rio Amazonas.
