Levar atendimento especializado a uma das regiões mais isoladas do Amapá é mais do que ampliar o acesso à saúde: é garantir dignidade, cuidado e resposta rápida às necessidades da população. No terceiro dia da Expedição Amazônica, promovida pelo Governo do Amapá no arquipélago do Bailique, a importância da iniciativa ficou ainda mais evidente com a assistência prestada a uma moradora vítima de uma ferrada de escorpião, demonstrando a capacidade da equipe de atender tanto casos de rotina quanto situações de urgência.
Além dos atendimentos odontológicos especializados, a população conta com consultas médicas, vacinação, atendimento psicológico e assistência social, reunindo diversos serviços em um único local e evitando que os moradores precisem enfrentar longas viagens até Macapá para receber atendimento. A ação também reforça os cuidados em áreas ribeirinhas, onde a presença de animais peçonhentos, como escorpiões, cobras e aranhas, exige atenção redobrada, orientação preventiva e atendimento rápido para evitar complicações.
O médico Rodrigo Ferreira reforçou a importância de buscar atendimento imediato em casos de picadas ou ferradas de animais peçonhentos e alertou para os cuidados que devem ser adotados até a chegada ao serviço de saúde.
"Em situações de picadas de animais peçonhentos, o mais importante é manter a calma e procurar atendimento médico o quanto antes. Não se deve fazer torniquete, cortar o local, sugar o veneno ou aplicar substâncias caseiras, porque isso pode agravar o quadro. O ideal é lavar a área com água e sabão, manter a vítima em repouso e levá-la rapidamente a uma unidade de saúde para avaliação e tratamento adequado", orientou.
A coordenadora da Expedição Amazônica, Amanda Cabral, ressaltou que a iniciativa representa o compromisso de levar saúde de qualidade às populações mais distantes do estado.
"Chegar ao Bailique significa vencer grandes distâncias e desafios logísticos para garantir que a população tenha acesso a serviços essenciais. A Expedição Amazônica reúne uma equipe multiprofissional e leva atendimento humanizado, cidadania e cuidado integral às comunidades ribeirinhas, mostrando que a saúde precisa chegar a todos, independentemente da distância", destacou.
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Moradora da comunidade Vila Progresso, Leonildes Teixeira, de 73 anos, foi a primeira paciente atendida no dia e destacou o impacto da ação para quem vive no arquipélago.
"Para nós, esse atendimento faz toda a diferença. Gastamos muito para ir até Macapá em busca de uma consulta com especialista ou de um tratamento mais adequado. Hoje fiz questão de chegar cedo e fui a primeira a ser atendida. Fui recebida com muito carinho e tratada muito bem. Isso nos deixa felizes e traz mais esperança para quem mora aqui", afirmou.
A Expedição Amazônica segue levando serviços essenciais às comunidades do Bailique, fortalecendo a presença do poder público na região e ampliando o acesso da população ribeirinha aos serviços de saúde, à prevenção e ao acolhimento.
