Macapá-AP, Domingo, 07 de junho de 2026.
  • O Amapá
    • Articulistas/Colunistas
    • Municípios
    • Mapa e Símbolos
    • Dados Geográficos
    • Pontos Turísticos
    • Loja/Ofertas
  • Edição On-line
  • Cidades
  • Cultura
  • Educação
  • Oportunidades
  • Política
  • Polícia
  • + Editorias
    • Esportes
    • Eventos/Celebridades
    • Finanças/Investimentos
    • Negócios/Carreiras
    • Pets/Jardinagem
    • Saúde/Bem-estar
    • Tecnologia
    • Variedades
  • Mídia
    • Edição On-line
    • Indicações
    • #Restague
    • Empregos
    • Vídeos
    • Publicações
    • Telefones Úteis
    • Loterias
Publicidade
Publicidade
Crédito: Júnior Nery/Sesa
Sino da vitória ecoa histórias de dor, fé e recomeço no Centro de Radioterapia do Amapá
Publicidade
Inicio / SINO DA VITÓRIA / Sino da vitória ecoa histórias de dor, fé e recomeço no Centro de Radioterapia do Amapá

Sino da vitória ecoa histórias de dor, fé e recomeço no Centro de Radioterapia do Amapá

  • Júnior Nery
  • 23/04/2026
  • SINO DA VITÓRIA
Quatro pacientes tiveram alta do tratamento contra o câncer nesta quarta-feira, e se emocionam ao se despedirem das equipes que os acolheram com muito amor.


Quatro nomes, quatro diagnósticos, quatro medos diferentes. Na tarde de quarta-feira, 22, essas histórias se alinharam em um único compasso: o badalar do “sino da vitória” no Centro de Radioterapia do Amapá. O gesto, simples, marca o fim do tratamento clínico. Mas para quem ouve de perto, ele diz mais. Fala de noites mal dormidas, de mãos seguradas na sala de espera, de profissionais que trocaram a frieza do jaleco pelo calor do acolhimento… que ali, a cura também passou pelo humano.

Quatro pacientes, quatro caminhos marcados por desafios intensos. Dona Ana Cláudia Chagas e Arilene Quintela Coutinho, ambas com câncer de mama, transformaram a experiência do tratamento em uma conexão de força e esperança compartilhada. Já Waldir da Silva Nobre e Marivaldo Abreu enfrentaram, cada um à sua maneira, a segunda batalha contra a doença — trazendo consigo não apenas cicatrizes, mas uma nova compreensão sobre a vida, a família e o tempo.

Ana Cláudia Chagas
Ana Cláudia Chagas
Foto: Júnior Nery/Sesa

Ana Cláudia, técnica de enfermagem de 54 anos, relembra o percurso entre o diagnóstico e a cura como uma jornada de fé. “Eu orei para que cada etapa fosse conduzida por Deus. E deu tudo certo. Aqui, a gente é muito bem tratada, desde a portaria. É um lugar de amor”, afirmou. Em outro momento, ela reforça o impacto do acolhimento: “Não deixa a desejar para nenhuma instituição privada. Aqui é carinho, é cuidado, é humanidade”.

Arilene Quintela Coutinho toca o sino, depois de curada do câncer de mama
Arilene Quintela Coutinho toca o sino, depois de curada do câncer de mama
Foto: Júnior Nery/Sesa

Arilene, professora da zona rural de Afuá, também encontrou no centro um espaço de recomeço. “No começo, tive medo, mas nunca perdi a esperança. Eu sabia que um dia iria tocar esse sino”, disse, emocionada. Para ela, a possibilidade de realizar o tratamento perto da família foi decisiva: “Isso foi muito importante no meu processo. Foi gratificante. Eu só tenho a agradecer”.

Waldir Nobre
Waldir Nobre
Foto: Júnior Nery/Sesa

Se para elas o sino representa a cura, para Waldir e Marivaldo ele simboliza continuidade — a chance de seguir com mais qualidade de vida e novos olhares sobre a própria existência.

Waldir enfrentou, há dez anos, um câncer na laringe que o fez perder as cordas vocais. Agora, após um novo tumor na base da língua, voltou ao tratamento e, novamente, encontrou forças para seguir. A família relembra o impacto da segunda notícia: “Ele já estava praticamente recebendo alta quando veio esse novo diagnóstico. Foi muito difícil, mas a esperança se renova”.

Confiança e força

Marivaldo Abreu teve alta do Centro de Radioterapia onde tratou do segundo câncer
Marivaldo Abreu teve alta do Centro de Radioterapia onde tratou do segundo câncer
Foto: Júnior Nery/Sesa

Marivaldo, por sua vez, também encara a segunda experiência com a doença. Após vencer umcâncer na garganta, foi surpreendido por um novo tumor em uma região delicada do tórax. Ainda assim, mantém a confiança.

“Se Deus quiser, eu vou viver. A gente precisa divulgar e valorizar esse serviço, porque é um bem para todos nós”. Em outro momento, ele destaca o impacto da estrutura no estado: “Antes, eu tive que ir para Belém. Longe da família, o sofrimento é maior. Hoje, temos isso aqui. Isso muda tudo”.

Apesar das diferenças nos desfechos clínicos, os quatro relatos se encontram em um ponto comum: o Centro de Radioterapia do Amapá como um espaço de acolhimento, onde o cuidado emocional caminha junto ao tratamento médico. Um ambiente onde vínculos são criados e onde cada alta é celebrada como uma vitória coletiva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foto: Júnior Nery/Sesa

Marco de recomeço

O momento do sino da vitória é o ápice dessa jornada. A cada paciente que conclui o tratamento, a equipe prepara uma despedida especial, com mensagens, música e palavras de encorajamento — um ritual que transforma a alta em um marco de recomeço.

Cleziane Damasceno, técnica de enfermagem do Centro de Radioterapia
Cleziane Damasceno, técnica de enfermagem do Centro de Radioterapia
Foto: Júnior Nery/Sesa

“Esse momento foi surgindo naturalmente. A gente cria vínculo com os pacientes, acompanha cada etapa. Então, quando chega a alta, sentimos que precisa ser algo especial”, explica a técnica de enfermagem Cleziane Damasceno.

“Nem todos vêm com perspectiva de cura, alguns estão em tratamento paliativo. Mas todos precisam de acolhimento, de amor, de dignidade. E é isso que a gente tenta oferecer todos os dias”, explica.

Emoção à flor da pele

Ela também revela o impacto emocional na equipe: “Tem momentos que a gente segura, tem momentos que não consegue. Porque a gente vive junto com eles. E quando chega esse momento, é uma mistura de alegria e emoção”.

Inaugurado em dezembro do ano passado, o Centro de Radioterapia do Amapá já garantiu 190 consultas, conta com 44 pessoas em tratamento e concedeu alta a 60 pacientes — pessoas que hoje retomam suas rotinas carregando não apenas o alívio do tratamento concluído, mas a certeza de que, nos momentos mais difíceis, não estiveram sozinhas. Saem com a marca de um cuidado que ultrapassa protocolos e reafirma o compromisso com a vida, com dignidade, respeito e humanidade.

Publicidade
Publicidade



O que achou desta notícia?


Cursos Básicos para Concursos

Anterior Post

Governo do Amapá avança com a construção da Arena Esportiva e Recreativa do Marabaixo 4

Próximo Post

Governo do Amapá abre edital com 1,4 mil vagas para cursos técnicos gratuitos

Leis Gratuitas em Audio
Publicidade
Guest Post

Editorias

  • Artigos

    ( 1105 )

  • Cidades

    ( 7974 )

  • Cultura e Turismo

    ( 3003 )

  • Educação

    ( 2506 )

  • Oportunidades

    ( 1900 )

  • Política

    ( 5516 )

  • Polícia

    ( 4505 )

  • Ciência e Saúde

    ( 3722 )

  • Eventos e Celebridades

    ( 667 )

  • Finanças e Investimentos

    ( 1482 )

  • Negócios e Carreiras

    ( 1279 )

  • Esportes

    ( 1425 )

  • Pets/Jardinagem

    ( 307 )

  • Tecnologia

    ( 678 )

  • Variedades

    ( 815 )

  • Pontos Turísticos

    ( 20 )

  • Loterias

    ( 232 )

  • indicações

    ( 38 )

Sebrae Amapá
Sebrae Amapá
Estratégia Concursos
Parceiro Magalu
Hotmart
Guest Post
Collaborator
Hinode
Whitepress

O portal Amapá Digital (www.amapadigital.com.br) desde de 2002 busca informar sobre os acontecimentos do Amapá nas editorias de Cidades, Cultura, Esporte, Polícia, Política, Oportunidades, Varidades e Saúde.
Nosso papel é divulgar o Amapá para o Brasil e o mundo. E através das notícias também oferecer oportunidades aos amapaenses. Aqui você fica antenado(a)!

Inscreva-se

* indicates required

Copyright © All rights reserved | This template is made with by Colorlib | Amapá Digital

  • Sobre nós
  • Política de privacidade
  • Contato