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Pesquisa, diagnóstico e dignidade: o compromisso do MCTI com a saúde da mulher

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Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação. 22/06/2026 às 00:00
Pesquisa, diagnóstico e dignidade: o compromisso do MCTI com a saúde da mulher
Foto: Rodrigo Cabral / MCTI

Governar com sensibilidade é transformar o conhecimento científico em dignidade e qualidade de vida para as pessoas. Por muito tempo, as dores e os desafios da saúde menstrual e da endometriose foram tratados sob o manto da invisibilidade, relegados a um silêncio que penaliza milhões de mulheres, trabalhadoras e estudantes brasileiras. Neste mês de junho, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em um esforço conjunto com o Instituto Alana, deu um passo histórico para mudar essa realidade.


Anunciamos um investimento expressivo de R$ 60 milhões dedicado integralmente ao desenvolvimento de pesquisas e inovações para agilizar o diagnóstico e dar maior eficácia ao tratamento da endometriose, dor pélvica crônica e saúde menstrual. Colocamos, assim, a ciência brasileira no centro da solução de um gargalo histórico do nosso Sistema Único de Saúde (SUS).


Esse é o maior aporte da história do Ministério voltado para saúde da mulher e saúde menstrual. Estamos disponibilizando R$ 50 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), por meio de uma chamada pública nacional, para apoiar pesquisas científicas de ponta e o desenvolvimento de tecnologias e produtos inovadores que mudem a realidade do enfrentamento da endometriose no Brasil.


Essa iniciativa ganha ainda mais força com a parceria estratégica do Instituto Alana, que aportará outros R$ 10 milhões para a criação de uma rede nacional estruturante de pesquisa nessa área. Juntos, esses investimentos permitirão ampliar o conhecimento científico sobre a origem dessas doenças, fortalecer grupos de pesquisa em todo o país, desenvolver novos métodos de diagnóstico, aperfeiçoar tratamentos, estruturar biorepositórios e compreender os impactos sociais e econômicos dessas condições.


A endometriose é uma doença que penaliza profundamente quem convive com ela. Além das dores físicas incapacitantes, impacta a saúde mental e a trajetória educacional e profissional das mulheres. Hoje, elas ainda enfrentam anos de espera para obter um diagnóstico correto, convivendo com estigmas e limitações que a ciência e a inovação brasileiras podem ajudar a enfrentar.


O lançamento dessa chamada é fruto de um processo rigoroso de construção coletiva, iniciado em 2025, quando o MCTI e o Instituto Alana firmaram um protocolo de intenções durante o Seminário Pesquisa e Inovação em Endometriose no Brasil. Desde então, pesquisadores, profissionais de saúde, gestores e a sociedade civil organizada têm trabalhado incansavelmente para transformar demandas históricas em ações concretas. Em especial, a dedicação e o empenho de Janja Lula da Silva e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, contribuem decisivamente para que essa pauta ganhe mais protagonismo e receba um protocolo específico no SUS, o que nos permitirá salvar a vida de muitas mulheres.


Com a nova iniciativa, o MCTI reafirma a convicção de que a ciência deve estar a serviço da vida, do cuidado e da promoção da igualdade. Queremos promover a dignidade menstrual e garantir vida plena para milhões de brasileiras, produzindo soluções alinhadas às demandas do SUS e fortalecendo o Complexo Econômico-Industrial da Saúde.


No governo do presidente Lula, ciência e saúde andam de mão dadas. Com recursos do Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), temos apoiado o setor com todos os nossos instrumentos - via crédito, subvenção e recursos não-reembolsáveis para Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs).


Desde o início da nossa gestão, já investimos mais de R$ 6 bilhões em projetos na área de saúde, apoiando pesquisa, inovação e produção nacional de medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos estratégicos para o SUS e reforçando a política industrial brasileira.


A pandemia recolocou no centro do debate a importância do domínio nacional de uma base produtiva em saúde. Da parte do Ministério, temos atuado no sentido de criar as condições para enfrentarmos um contexto de dependência externa, ao mesmo tempo em que cuidamos das pessoas.


É a ciência brasileira mostrando sua face mais humana, mobilizada para responder às necessidades reais do nosso povo e para construir um país mais justo, inclusivo e soberano. Cuidar das mulheres é também cuidar do futuro e do desenvolvimento do Brasil.

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