Por que descrever o nível de inglês no currículo ainda é um desafio para profissionais brasileiros
- Redação
- 22/04/2026
- Carreira
Classificações genéricas como "básico" e "avançado" já não traduzem a capacidade real de comunicação exigida pelo mercado.
Termos como “inglês básico”, “intermediário” ou “avançado” continuam entre as descrições mais comuns nos currículos brasileiros, mas tal característica vem perdendo utilidade prática para recrutadores. As classificações amplas, adotadas há décadas como referência informal, frequentemente não conseguem indicar o que o profissional é capaz de fazer, de fato, em situações reais de trabalho.
Mais de 92% das vagas de nível gerencial no Brasil já exigem inglês ao menos intermediário, segundo o Relatório Global de Tendências Profissionais 2025, divulgado pelo LinkedIn. O mesmo levantamento aponta que profissionais com inglês avançado recebem, em média, 38% a mais em cargos de liderança, um indicativo de que o idioma passou a funcionar como competência estrutural para progressão de carreira.
No entanto, embora seja importante, a autopercepção do próprio nível passa a ser um dos principais obstáculos. Muitos profissionais associam o conhecimento do inglês exclusivamente à fluência, ignorando que níveis intermediários já permitem desempenhar tarefas relevantes no cotidiano de trabalho. O resultado é uma tendência à subavaliação das próprias habilidades ou, em alguns casos, à omissão do idioma no currículo.
“Muitas pessoas acreditam que só podem declarar inglês quando atingem fluência total, mas o mercado não opera mais dessa forma. Em diversas funções, o nível que o profissional já possui é suficiente para executar atividades específicas com segurança”, afirma Monica Pasello, CEO da TOEIC no Brasil, empresa que aplica avaliações de proficiência em inglês amplamente utilizadas por empresas e instituições de ensino para mensurar habilidades de comunicação no contexto profissional.
Nesse contexto, avaliações padronizadas para checagem de nível no idioma servem como ferramenta importante para oferecer mais clareza e objetividade sobre as competências linguísticas, apoiando profissionais no desenvolvimento de suas habilidades e na comunicação mais precisa.
Para Monica, a tendência é que o idioma deixe de ser percebido como uma barreira absoluta e passe a ser entendido como uma habilidade progressiva. “Hoje, mesmo níveis considerados básicos já representam uma porta de entrada para experiências profissionais internacionais. Quando o profissional entende exatamente o que consegue fazer em inglês, ele amplia suas possibilidades e participa de oportunidades que antes descartaria”, afirma.
Testes TOEIC para descrição correta do nível de inglês no currículo
No cenário em que classificações amplas já não traduzem com precisão as habilidades linguísticas, testes de proficiência passam a ser utilizados como uma alternativa mais objetiva para descrever o nível de inglês.
Entre as alternativas mais utilizadas para trazer objetividade à descrição do inglês no currículo, o TOEIC (Test of English for International Communication) se destaca por oferecer resultados padronizados e comparáveis internacionalmente.
Desenvolvido pela ETS, o exame avalia habilidades específicas de comunicação no contexto profissional por meio de diferentes formatos, como o TOEIC Listening & Reading (pontuação de 10 a 990) e o TOEIC Speaking & Writing (0 a 200 por habilidade), gerando um Score Report detalhado que descreve o que o candidato é capaz de fazer em situações reais de trabalho.
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Esses resultados podem ser associados ao CEFR (Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas), padrão internacional criado pelo Conselho da Europa que classifica a proficiência de A1 a C2 com base em competências práticas no uso efetivo do idioma.
Ao conectar a pontuação do teste a esses níveis e às chamadas “can-do statements”, o profissional consegue traduzir seu desempenho em termos claros e reconhecidos globalmente. “Na prática, isso permite substituir descrições genéricas por informações concretas no currículo, como pontuação, habilidade avaliada e equivalência ao CEFR, tornando a comunicação do nível de inglês mais precisa, verificável e alinhada às exigências do mercado”, finaliza a executiva.
Sobre a TOEIC Brasil
A TOEIC Brasil é a representante oficial no país do TOEIC (Test of English for International Communication), certificação internacional desenvolvida pela ETS (Educational Testing Service), organização global reconhecida por sua excelência em avaliações educacionais. No Brasil, atua na aplicação e distribuição dos exames, oferecendo soluções de mensuração de proficiência em inglês para empresas, instituições de ensino e profissionais, com foco em empregabilidade, desenvolvimento acadêmico e mobilidade internacional.
Com avaliações práticas, rápidas e reconhecidas mundialmente, a TOEIC Brasil apoia pessoas e organizações na comprovação e no desenvolvimento da comunicação em inglês em contextos reais. O TOEIC é utilizado em 180 países, por cerca de 14 mil organizações, e realizado por mais de 8 milhões de pessoas todos os anos. No mercado brasileiro, a operação já soma mais de 80 mil testes aplicados em três anos.
Seu portfólio inclui o TOEIC, voltado à comunicação em inglês no ambiente profissional e no cotidiano; o TOEIC Bridge, direcionado desde estudantes, até profissionais dos níveis iniciante e intermediário; e o TOEIC Link, solução moderna de avaliação com aplicação em cerca de 90 minutos e resultados em até 48 horas. Sem reprovação, apenas evolução, os exames permitem mensurar a proficiência do nível básico ao avançado e apontar caminhos concretos de desenvolvimento.
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