Autônomos da Baixada podem pagar mais imposto por erros na declaração e falta de planejamento
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Autônomos da Baixada podem pagar mais imposto por erros na declaração e falta de planejamento



O Brasil registrou 14,6 milhões de microempreendedores individuais em 2022, o equivalente a 18,8% dos ocupados no país, segundo o IBGE. Na Baixada Santista, o movimento também avança, com mais de 167 mil MEIs ativos, de acordo com o Sebrae. O crescimento da atividade por conta própria impulsiona a geração de renda, mas também tem ampliado erros na declaração do Imposto de Renda, levando profissionais autônomos e liberais a pagar mais tributos do que o necessário ou a cair em inconsistências com a Receita Federal.

Mayra Saitta, contadora, advogada e fundadora do Grupo Saitta, afirma que o aumento do número de profissionais independentes não foi acompanhado por organização fiscal adequada. “Muitos começam a faturar mais, mas continuam tratando a gestão como pessoa física comum. Isso gera distorções e, na prática, pode elevar a carga tributária sem necessidade”, diz.

O problema se intensifica no período de declaração do IRPF 2026, cujo prazo vai de 23 de março a 29 de maio. Profissionais que recebem por múltiplas fontes, como transferências, plataformas digitais ou pagamentos diretos, frequentemente deixam de consolidar corretamente os rendimentos. “A Receita cruza dados de diversas fontes. Quando a informação não bate, o contribuinte pode cair na malha fina ou pagar imposto a mais por erro de preenchimento”, afirma.

Outro ponto sensível envolve o uso do livro caixa, permitido para profissionais autônomos e liberais. A ferramenta possibilita deduzir despesas necessárias à atividade, desde que devidamente comprovadas. “Quando bem utilizado, o livro caixa reduz a base de cálculo do imposto. O problema é que muitos não utilizam ou registram de forma incorreta, perdendo um benefício legítimo”, explica.

A confusão entre despesas pessoais e profissionais também aparece com frequência. Misturar contas compromete a consistência da declaração e pode inflar o valor devido. “Separar finanças não é apenas organização, é estratégia tributária. Sem isso, o profissional perde controle e paga mais do que deveria”, acrescenta.

Com mais de 15 anos de atuação no suporte a empresas e profissionais liberais, a especialista destaca que a ausência de planejamento contínuo é um dos principais fatores de risco. “Muitos só procuram ajuda quando o problema já aconteceu. O ideal é estruturar a gestão ao longo do ano, porque isso permite decisões mais eficientes e evita surpresas com o fisco”, afirma.

Na Baixada Santista, setores como saúde, estética, turismo e serviços especializados concentram boa parte desses profissionais. Sem orientação adequada, muitos permanecem em regimes pouco vantajosos ou deixam de aproveitar deduções permitidas pela legislação.

A especialista aponta sete cuidados para evitar pagar mais imposto

A especialista destaca que a redução de erros depende de organização ao longo de todo o ano, e não apenas no momento da declaração.

 

  • Registro completo das receitas
    Consolidar todas as entradas financeiras, independentemente da origem, evita omissões e inconsistências com dados informados à Receita.
  • Uso correto do livro caixa
    Registrar despesas necessárias à atividade profissional, com documentação comprobatória, permite reduzir a base tributável de forma legal.
  • Separação entre contas pessoais e profissionais
    Manter essa divisão evita confusão patrimonial e melhora a precisão das informações declaradas.
  • Atenção às deduções permitidas
    Conhecer as regras da Receita impede pagamentos indevidos e reduz riscos de autuação.
  • Escolha adequada do regime tributário
    Avaliar o enquadramento pode evitar recolhimento maior do que o necessário ao longo do ano.
  • Organização de documentos e comprovantes
    Guardar recibos, contratos e notas fiscais é essencial para sustentar as informações prestadas.
  • Acompanhamento contábil especializado
    Contar com orientação técnica ajuda a evitar erros, identificar oportunidades de economia e planejar a carga tributária.

 

Segundo Saitta, a contratação de suporte contábil deve ser encarada como investimento. “O valor economizado com um planejamento bem feito costuma superar o custo do serviço. Além disso, reduz o risco de problemas com a Receita”, afirma.

Ela também recomenda atenção na escolha do profissional. “É importante buscar um contador que tenha experiência com autônomos e profissionais liberais. Cada atividade tem particularidades que precisam ser consideradas”, diz.

Com o avanço do cruzamento digital de dados, a tendência é de fiscalização mais rigorosa. Para quem atua de forma independente, isso aumenta a necessidade de controle financeiro e planejamento tributário. “Hoje, a Receita tem acesso a uma base ampla de informações. Qualquer inconsistência pode ser identificada rapidamente, e o impacto recai diretamente no bolso do contribuinte”, conclui.

 

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Sobre Mayra Saitta

Advogada, contadora e empresária, Mayra Saitta é fundadora do Grupo Saitta, hub de contabilidade, direito empresarial, marketing e educação corporativa com atuação no Brasil, Estados Unidos e Europa. Nascida em Praia Grande (SP) e graduada em Ciências Contábeis e Direito, ela se especializou em Direito Empresarial e construiu uma trajetória marcada pela inovação em gestão e pela defesa do protagonismo feminino nos negócios. Em 2024, foi homenageada pela Câmara Municipal de Praia Grande com o diploma Graziela Diaz Sterque, em reconhecimento às suas contribuições à comunidade e ao desenvolvimento local.

Em 2025, lançou o livro A mente ágil do líder: como liderar com flexibilidade e propósito na era da inteligência artificial, no qual apresenta reflexões sobre liderança e transformação digital. Idealizadora do Saitta Day, evento que reúne empresários e especialistas para impulsionar o empreendedorismo na Baixada Santista, Mayra é reconhecida por unir visão estratégica, propósito e impacto social em sua atuação.

Para mais informações, acesse o site, linkedin ou pelo instagram

Sobre o Grupo Saitta

Há 15 anos, o Grupo Saitta atua como um hub de soluções integradas em contabilidade, advocacia, marketing e educação corporativa, com sede em Praia Grande (SP) e presença em todo o Brasil, além de uma carteira de clientes nos Estados Unidos e Europa. 

Reconhecido pelo Método Saitta, modelo próprio de gestão de processos, o grupo se consolidou pela capacidade de unir eficiência operacional, rigor no cumprimento de prazos e uma gestão humanizada, que valoriza a parceria e o desenvolvimento conjunto entre empresas e profissionais.

Pioneiro na Baixada Santista ao criar um setor de Customer Success voltado à experiência do cliente, o grupo também promove mentorias e programas de capacitação para líderes e empreendedores, com foco em produtividade, gestão inteligente e posicionamento estratégico. Sua missão é clara, fortalecer empresas e inspirar vidas, conectando pessoas, propósito e performance.

Fontes de pesquisa 

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/41046-em-2022-brasil-tinha-14-6-milhoes-de-microempreendedores-individuais

Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)
https://datasebrae.com.br/mei/

Receita Federal do Brasil
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/meu-imposto-de-renda

Receita Federal Livro Caixa
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/meu-imposto-de-renda/malha-fiscal/antecipacao/livro-caixa

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