A permanência dos estudantes no ensino superior segue como um dos principais desafios da educação brasileira. No Amapá, a taxa de desistência acumulada dos cursos presenciais alcança 64,5%, segundo dados do 15º Mapa do Ensino Superior, elaborado pelo Semesp com base em informações do Inep. Na rede privada, o índice chega a 69,6%, sendo apontado pelo levantamento como um dos mais elevados do país.
O estudo também mostra que, em 2023, o número de matrículas em cursos presenciais no estado caiu 11,4%. No mesmo período, houve redução de 15,4% no número de concluintes dos cursos presenciais. Além disso, 5,3 mil estudantes concluíram a graduação no Amapá em 2023.
Para XX, docente de Pedagogia da Anhanguera Macapá, os números reforçam a importância de compreender os diferentes fatores que podem impactar a trajetória acadêmica dos estudantes.
"A permanência no ensino superior envolve uma série de desafios que variam de acordo com a realidade de cada aluno. Compreender esses fatores é fundamental para que estudantes e instituições possam buscar caminhos que favoreçam a continuidade da formação acadêmica."
O levantamento aponta ainda que 68,7% das novas matrículas realizadas no estado em 2023 ocorreram em cursos de educação a distância (EAD), evidenciando mudanças no perfil e nas formas de acesso ao ensino superior.
Segundo o docente, o tema da permanência estudantil é cada vez mais relevante no contexto educacional e merece atenção de toda a sociedade. "A conclusão da graduação representa uma etapa importante da formação profissional e pessoal. Por isso, discutir os desafios relacionados à permanência dos estudantes é essencial para fortalecer o ensino superior e ampliar as oportunidades educacionais."
Os dados fazem parte do 15º Mapa do Ensino Superior, estudo que reúne indicadores sobre matrículas, ingressantes, concluintes e trajetória dos estudantes em todo o país.
