Muitos vídeos e anúncios nas redes sociais associam a drenagem linfática à redução da celulite e prometem resultados rápidos, geralmente acompanhados de imagens de antes e depois. A melhora visual pode aparecer logo após a sessão, mas será que isso significa que a celulite foi tratada ou apenas que a região desinchou?
A médica Danuza Alves, da Clínica Leger de Porto Alegre, explica que a drenagem linfática é uma técnica manual voltada à movimentação de líquidos nos tecidos e pode contribuir para diminuir o edema. Segundo ela, é comum receber pacientes que chegam ao consultório acreditando que sessões de drenagem, sozinhas, serão suficientes para eliminar a celulite. “Muita gente associa o fato de desinchar e enxergar a pele mais lisa logo depois da drenagem ao desaparecimento da celulite. Mas são efeitos diferentes”, explica.
A drenagem linfática atua justamente sobre esse excesso de líquido nos tecidos. De acordo com a médica, é por isso que a região pode parecer menos inchada e até mais uniforme depois da sessão. O que muda, porém, é o edema, e não as estruturas responsáveis pelas depressões características da celulite. Estudos de imagem já relacionaram esses “furinhos” à presença de septos fibrosos abaixo da pele.
Com atuação no tratamento da celulite e na aplicação do protocolo GoldIncision, a médica explica que, quando os “furinhos” estão relacionados às traves fibrosas que puxam a pele, o tratamento precisa atuar diretamente nessas estruturas. O protocolo associa a liberação desses septos ao estímulo de colágeno, de acordo com a avaliação de cada caso. “A drenagem pode ajudar a desinchar, mas não rompe as traves que formam a celulite. Quando queremos tratar essas depressões, precisamos atuar na estrutura que está puxando a pele para baixo”, conclui.
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Créditos: @dradanuzalves | @clinicasleger | CO ASSESSORIA
