Estudantes apresentaram, durante o 6º Encontro de Projetos de Iniciação Científica da Escola Estadual Elias de Freitas Trajano de Souza (EPICET/2026), em Porto Grande, o projeto "Arqueologia na prática: Reconstruindo o megalítico de Calçoene em Impressora 3D", que utiliza tecnologia para estudar e valorizar um importante patrimônio arqueológico do Amapá.
A pesquisa foi desenvolvida pelas estudantes Julia Maria Almeida Nogueira, Ana Vitória Freitas do Carmo e Maria Luiza do Santos Cunha, sob orientação de Evandro Barros. O trabalho busca explicar a importância histórica do megalítico de Calçoene, sua relação com a arqueologia e aspectos relacionados à construção dos monumentos.
O termo megalítico é utilizado para se referir a construções ou monumentos feitos com grandes blocos de pedra. Em Calçoene, no norte do Amapá, o conjunto arqueológico reúne estruturas construídas por povos indígenas que viveram na região antes da chegada dos europeus.
Esses monumentos ajudam pesquisadores a compreender aspectos da ocupação humana, da organização social e dos conhecimentos desenvolvidos por antigas populações da Amazônia.
"Escolhemos esse tema para valorizar um patrimônio importante do Amapá, que muitas pessoas não conhecem. Nosso objetivo é explicar como os monumentos foram construídos, sua importância histórica e a sua relação com a arqueologia", explica Ana Vitória.
Para Maria Luiza, a pesquisa também mudou a maneira como o grupo passou a enxergar a ciência.
"Nós aprendemos muito sobre a arqueologia, sobre a história dos povos ancestrais do Amapá e também sobre a impressão 3D e pesquisa científica. O projeto mudou nossa forma de enxergar a ciência porque percebemos que ela também pode ser usada para preservar e valorizar a história e o patrimônio da nossa região."
Além do aprendizado científico, as estudantes acreditam que o projeto pode contribuir para aproximar a comunidade do patrimônio arqueológico do estado.
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"O projeto pode ajudar a escola e a comunidade a conhecer e valorizar mais patrimônios arqueológicos no Amapá. Para o nosso futuro, essa experiência nos ajudou a desenvolver pesquisas, trabalho em equipe e conhecimentos científicos", destaca Julia.
As pesquisadoras também pretendem continuar divulgando o trabalho e levar esse conhecimento para mais pessoas.
Parcerias ampliam alcance do EPICET
A realização do EPICET conta com a participação de instituições e entidades parceiras, entre elas a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), Governo do Estado do Amapá, Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), Prefeitura Municipal de Porto Grande, Sebrae-AP, Centro de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (CAAH/S) e a Mostra de Ciência e Tecnologia do Instituto Açaí (MCTIA).
Nesta edição, o evento disponibilizou credenciais para participação dos estudantes em outras feiras científicas, sendo sete para a MCTIA-PA e uma para a Mostratec.
O 6º EPICET foi realizado em Porto Grande, no Amapá, de 13 a 15 de agosto de 2026, reunindo projetos de diferentes áreas do conhecimento e ampliando o espaço dos estudantes na produção e divulgação científica.
