O Centro de Radioterapia do Amapá atinge marcas expressivas no atendimento aos pacientes oncológicos do estado. Dados consolidados até esta segunda-feira, 17 registram 305 consultas de primeira vez, 235 simulações realizadas (etapa inicial que prepara o corpor do paciente para realizar o tratamento de forma exata, sem atingir demais órgãos desnecessariamente) e 159 pacientes que concluíram com êxito o tratamento de radioterapia, recebendo alta médica da unidade.
Atualmente, 41 pacientes seguem em tratamento ativo e outros 38 estão com agendamento confirmado para a etapa de simulação. No balanço geral das avaliações médicas, foram registradas 14 consultas sem indicação para radioterapia, 5 desistências e 35 óbitos ao longo do período de acompanhamento.
Inaugurado pelo Governo do Estado em dezembro de 2025, o centro transformou a rede pública de saúde ao oferecer estrutura moderna e alta tecnologia em solo amapaense. A recente incorporação da braquiterapia, modalidade de radioterapia interna que aplica a radiação diretamente na área afetada pelo tumor, fortaleceu ainda mais a assistência especializada, garantindo um tratamento assertivo, seguro e humanizado sem a necessidade de deslocamentos para fora do estado.
Alta tecnologia e infraestrutura moderna asseguram um tratamento oncológico seguro e humanizado perto de casa
Assistência de qualidade e acolhimento perto de casa
Para o secretário de Estado da Saúde do Amapá (Sesa), Rinaldo Martins, a consolidação dos serviços reflete o avanço de uma política pública focada em descentralizar o acesso aos procedimentos de alta complexidade.
"Acompanhamos de perto o funcionamento da unidade e observamos os impactos positivos que ela gera na vida das pessoas. A determinação do Governo do Estado sempre foi garantir que os pacientes pudessem realizar seus tratamentos perto de casa, com dignidade, acolhimento e qualidade. A braquiterapia é mais uma conquista que fortalece a assistência oncológica e reduz a necessidade de deslocamentos para outros centros urbanos fora do Amapá", destacou Rinaldo.
A diretora administrativa do Centro de Radioterapia, Rafaela Oliveira, reforça que o acompanhamento diário traduz a transformação na rotina das famílias amapaenses.
"Por trás de cada dado existe uma pessoa, uma família e a esperança de vencer o câncer. Ao longo desse período, acompanhamos os pacientes de forma muito próxima para oferecer um atendimento seguro e humanizado. Esses números representam o acesso ao tratamento mais perto de casa, evitando que tantas pessoas precisem sair do estado. Para toda a nossa equipe, cada alta concedida é uma conquista coletiva", ressaltou a gestora.
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A emoção da alta médica
Mais do que estatísticas, o impacto da unidade é sentido na rotina de quem passa pelas salas de atendimento. A conclusão do tratamento é marcada pelo badalar do "sino da vitória", um gesto simbólico que celebra o encerramento das sessões e o início de uma nova fase.
Entre as histórias marcadas pela superação estão as de Ana Cláudia Chagas, técnica de enfermagem de 54 anos, e Arilene Quintela Coutinho, professora da zona rural do município de Afuá. Ambas enfrentaram o câncer de mama e encontraram no centro a força para superar o diagnóstico.
"Eu orei para que cada etapa fosse conduzida com calma. Aqui, somos muito bem recebidos desde a portaria. Não deixa a desejar para nenhuma instituição privada. É carinho, cuidado e humanidade", relatou a Arilene.
Para ela, a permanência no estado durante as sessões foi determinante no processo de recuperação.
"No começo tive medo, mas nunca perdi a esperança. Fazer o tratamento perto da minha família fez toda a diferença no meu processo de cura. Sou muito grata a toda a equipe", afirmou.
A unidade também tem garantido assistência continuada a pacientes que enfrentam o reaparecimento de neoplasias. Para a gestão estadual, o volume de atendimentos reflete a consolidação de uma política pública focada em descentralizar o acesso aos serviços de alta complexidade.
