O Amapá participou, na quarta-feira (15), da primeira oficina da Iniciativa "AdaptaCidades", coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e pela Agência de Cooperação Alemã GIZ. A atividade foi realizada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), em parceria com as instituições coordenadoras, e reúniu representantes estaduais e municipais para discutir estratégias de adaptação às mudanças climáticas e apoiar a elaboração de planos voltados à redução dos impactos dos eventos extremos nos territórios.
A iniciativa fez parte do Programa Cidades Verdes Resilientes, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério das Cidades (MCid), e visa a dar suporte a estados e municípios na construção de planos locais de adaptação climática, considerando as características, riscos e vulnerabilidades de cada região.
Com metodologia baseada no federalismo climático, o "AdaptaCidades" promove a articulação entre União, estados e municípios, para desenvolver estratégias de prevenção e enfrentamento aos impactos provocados por eventos extremos, como estiagens, enchentes, ondas de calor e outros riscos relacionados às mudanças do clima.
O vice-coordenador-geral do Departamento de Adaptação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Lincoln Alves, explicou que a oficina representa uma etapa inicial de organização dos municípios para a construção dos planos de adaptação.
"Esta primeira oficina representa o início de uma jornada conjunta entre Governo Federal, Estado e municípios para fortalecer a adaptação às mudanças climáticas. Vamos apoiar os municípios na organização da governança local, na identificação dos riscos e vulnerabilidades, na definição das medidas de adaptação e, ao longo desse processo, na busca por financiamento para que essas ações possam sair do planejamento e se tornar realidade," detalhou.
Alexandra Flexa: (96) 98143-0712 - Assessoria de Comunicação/SEMA
Amapá participa da articulação entre Estado e municípios
No Amapá, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) atua na articulação técnica entre a coordenação nacional da iniciativa e os municípios participantes, contribuindo para o acompanhamento das etapas, acesso às informações e desenvolvimento das estratégias locais de adaptação climática.
A secretária técnica adjunta da Sema, Cleane Pinheiro, ressaltou que a oficina considera as diferentes realidades dos municípios amapaenses na construção dos planos de adaptação.
"Esta primeira oficina representa um passo importante na construção dos Planos de Adaptação, porque permite olhar para as especificidades de cada município, considerando suas vulnerabilidades, desafios e necessidades. A partir desse diagnóstico, será possível desenvolver estratégias mais adequadas para enfrentar os impactos das mudanças climáticas em cada território," explicou Cleane.
Municípios avaliam desafios e estratégias para adaptação climática
A participação dos municípios é uma das etapas fundamentais do AdaptaCidades. No Amapá, a iniciativa considera desafios que fazem parte da realidade de diferentes regiões, como períodos intensos de estiagem, queimadas, enchentes e impactos sobre comunidades, infraestrutura e serviços públicos.
O secretário municipal de Meio Ambiente de Laranjal do Jari e presidente do Fórum dos Secretários Municipais de Meio Ambiente do Amapá, Marcelo Sarraf, destacou que o planejamento é essencial para ampliar a capacidade de resposta dos municípios diante dos eventos climáticos extremos.
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"Os municípios já vivem os efeitos das mudanças climáticas. Em Laranjal do Jari enfrentamos dois anos consecutivos de estiagem severa, com rios e igarapés secos, o que afetou diretamente a população ribeirinha. Iniciativas como essa contribuem para ampliar o planejamento, a prevenção e a preparação dos municípios para reduzir os impactos desses eventos extremos e proteger quem mais precisa," enfatizou.
Quatro eixos orientam planejamento de adaptação
O AdaptaCidades está estruturado em quatro eixos principais: governança, desenvolvimento de capacidades, dados e informações, e meios de implementação.
A governança busca fortalecer a integração entre os diferentes níveis de governo; o desenvolvimento de capacidades amplia o acesso a conhecimentos e ferramentas para análise de riscos climáticos; o eixo de dados e informações contribui para o monitoramento e aprimoramento das políticas públicas; e os meios de implementação apoiam os municípios na busca por oportunidades de investimentos para execução das ações planejadas.
A iniciativa tem abrangência nacional, envolvendo as 27 unidades da Federação e mais de 500 municípios brasileiros.
O diretor de Desenvolvimento Ambiental da Sema, Marcos Almeida, destacou que os planos de adaptação são instrumentos para orientar medidas de prevenção e redução dos impactos climáticos.
"A elaboração do Plano de Adaptação é fundamental para que o Estado e os municípios estejam mais preparados para enfrentar as mudanças climáticas que vêm se intensificando ano após ano. A partir desse planejamento, será possível identificar riscos, aprimorar as ações de planejamento ambiental, definir medidas de prevenção e buscar caminhos para a implementação de ações que reduzam os impactos sobre a população e os territórios," ressaltou.
Plataforma oferece ferramentas para planejamento climático
A implementação do AdaptaCidades conta ainda com a plataforma ReDUS, ambiente colaborativo que disponibiliza cursos, biblioteca técnica, fóruns, webinários e materiais de apoio voltados ao planejamento da adaptação climática.
A ferramenta reúne conteúdos técnicos para auxiliar gestores estaduais e municipais na construção de estratégias e políticas públicas relacionadas à resiliência climática.
