Foto: Israel Cardoso/GEA
Primeira perita criminal veterinária do Amapá celebra atuação em defesa dos animais
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Primeira perita criminal veterinária do Amapá celebra atuação em defesa dos animais

Bruna Abreu ingressou em 2025 na Polícia Científica (PC) do Governo do Amapá.


A promoção do bem-estar animal ganhou um importante reforço em 2025 com a atuação da primeira perita criminal com formação em Medicina Veterinária do estado. Bruna Viana Soares de Abreu, de 42 anos, ingressou na Polícia Científica (PC) do Governo do Amapá no final de fevereiro, desenvolvendo um trabalho que ajuda a identificar, evidenciar e determinar as causas e circunstâncias de crimes contra animais.

“O trabalho da perícia é a favor da justiça e da verdade, trabalhamos de forma independente e imparcial. A perícia é geralmente acionada via ofício vindo da delegacia ou da justiça, e após realizada a perícia, encaminhamos um laudo para compor o inquérito ou processo. Para mim é uma honra muito grande fazer parte desse processo de defesa e proteção dos animais”, frisou a profissional.

Profissional em palestra educativa em escola da rede pública de ensino

Profissional em palestra educativa em escola da rede pública de ensino

Foto: Israel Cardoso/GEA

Bruna é a primeira perita criminal com formação em medicina veterinária do estado

Bruna é a primeira perita criminal com formação em medicina veterinária do estado

Foto: Divulgação PCA

Laudos periciais servem como provas em processos judiciais, garantindo a aplicação da lei e a proteção dos bichos. Desde a criação da primeira Secretaria do Bem Estar-Animal (Secbea) da região Norte, o Governo do Estado trabalha na implementação de políticas públicas voltadas para a saúde, proteção e defesa dos animais.    

A gestora da Secbea, Laudenice Monteiro, destacou com satisfação a atuação da perita criminal com formação em medicina veterinária que está contribuindo com o segmento, e ressalta que o bem-estar animal está a cada dia ganhando espaço em todas as esferas.  

“Para a causa animal é um avanço fundamental, porque existem muitos tutores que maltratam os animais, e não temos como provar, principalmente nos casos de envenenamento de cães e gatos. Com a profissional, as provas técnicas irão ajudar a fazer com que os responsáveis por esses atos hediondos respondam por suas ações", afirmou Laudenice.

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Secretária do Bem-Estar Animal, Laudenice Monteiro

Secretária do Bem-Estar Animal, Laudenice Monteiro

Foto: Adriano Monteiro/GEA

A gestora lembra, ainda, que maltratar cães e gatos é um crime ambiental, amparado pela Lei Federal nº 9.605/1998 que estabelece a reclusão em regime fechado de 2 a 5 anos de prisão. 

Bruna Abreu

A primeira perita criminal com formação em medicina veterinária do estado é graduada pela Universidade Federal Rural do Sem-Árido (Ufersa), possui especializações, mestrado, doutorado, e é servidora pública desde 2010.

O Perito Criminal com formação em medicina veterinária atua em perícias gerais e específicas, como, por exemplo, as que envolvem animais ou alimentos de origem animal.

Os crimes contra animais são considerados crimes ambientais, que incluem tráfico, maus-tratos, abusos e crueldades contra animais, dentre outros. Nesse contexto, a perícia forense identifica, coleta, analisa e interpreta os vestígios, materializando os crimes que envolvem a fauna silvestre/aquática e os animais domésticos. 

Por Alice Palmerim

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