Governo do Amapá fortalece políticas do Ensino Médio com participação em formação nacional do MEC
- Breno Pantoja
- 18/03/2026
- EDUCAÇÃO
Equipe da Secretaria de Estado da Educação participa de formação, em Brasília, que reúne redes nacionais e discute permanência, inovação e resultados para estudantes; a programação encerra nesta quarta-feira, 18.
O Governo do Amapá participa desde segunda-feira, 16, em Brasília (DF), de uma formação integrada promovida pelo Ministério da Educação (MEC). A agenda reúne articuladores, coordenadores e mobilizadores das redes nacionais: Rede de Inovação para Educação Híbrida (RIEH), Rede de Apoio à Implementação da Política Nacional de Ensino Médio nos Territórios (REM) e Rede Nacional de Implementação do Programa Pé‑de‑Meia (Renapem), com foco em qualificar equipes técnicas estaduais, avaliar políticas já implementadas e construir estratégias para ampliar os resultados na permanência e conclusão dos estudantes do ensino médio. A programação encerra nesta quarta‑feira, 18.
A Secretaria de Estado da Educação (Seed) atua com participação efetiva em debates, oficinas e planejamento colaborativo. Entre os facilitadores está Danielle Dias, contribuindo para a troca de experiências e o fortalecimento das ações voltadas ao ensino médio.
Formação, experiências e programação
Ao longo dos dias, os participantes vivenciam atividades presenciais, como mesas temáticas, oficinas práticas e momentos de planejamento colaborativo. A formação soma cerca de 12 horas presenciais e faz parte de um curso maior com continuidade em formato híbrido.
Os destaques da agenda incluem:
• Debates sobre governança do ensino médio, formação docente, monitoramento de indicadores educacionais e estratégias de enfrentamento à evasão escolar;
• Reuniões específicas das redes nacionais:
Rede de Inovação para Educação Híbrida (RIEH), voltada à implementação de estratégias de educação híbrida nos estados;
Rede de Apoio à Implementação da Política Nacional de Ensino Médio nos Territórios (REM), que estrutura a governança da política nacional e articula União, estados e Distrito Federal;
Rede Nacional de Implementação do Programa Pé‑de‑Meia (Renapem), ligada à permanência estudantil e ao programa Pé‑de‑Meia;
• troca de experiências e apresentação de iniciativas desenvolvidas em diferentes estados, avaliação da trajetória das políticas atuais, identificação de avanços e desafios, e co‑planejamento para reforçar redes de inovação, governança e permanência estudantil.
A formação também promove momentos de pactuação entre estados e União, com compromissos e oficinas voltadas ao planejamento de ações e uso de ferramentas educacionais.

Contexto nacional e alinhamento de políticas
A iniciativa se insere no esforço de reestruturação do ensino médio em nível nacional, que busca tornar a educação mais relevante e atrativa para jovens e reduzir a evasão escolar. O MEC organiza governança e apoio técnico por meio dessas redes. A REM, por exemplo, foi instituída para estruturar a governança da Política Nacional de Ensino Médio e fortalecer a articulação entre União, Estados e Distrito Federal, orientando a execução da política em colaboração com os entes federativos.

A RIEH, por sua vez, é uma estratégia do MEC que busca promover a educação híbrida em todos os entes federativos, unindo esforços, compartilhando conhecimentos e oferecendo apoio técnico e de infraestrutura de forma mais equitativa. A iniciativa integra ainda o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens.
A Renapem atua de forma articulada entre Governo Federal e secretarias de educação para dar apoio técnico e metodológico às redes estaduais e municipais, aprimorar sistemas de monitoramento contra evasão e abandono escolar, e propor ações preventivas. A rede é composta por coordenação nacional da Secretaria de Educação Básica do MEC e coordenações estaduais indicadas pelas secretarias de educação.
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A formação oferece espaço direto de diálogo e co‑planejamento entre estados e União, integrando diretrizes, experiências e ações práticas para fortalecer a implementação nacional e local dessas políticas.
O papel do Amapá: integração, inovação e resultados
A facilitadora Danielle Dias destacou o encontro como oportunidade real de integração e fortalecimento das políticas:
"A equipe da Secretaria participa de formação integrada realizada pelo MEC, reunindo articuladores, coordenadores e mobilizadores das redes. O intuito é formar as equipes para melhor atender e fortalecer as políticas, avaliando a trajetória das ações e como elas têm atendido os nossos jovens do ensino médio, além da troca de experiências com outros sistemas de ensino", destacou Danielle.

Segundo ela, a formação possibilita planejamento conjunto e alinhamento entre os estados, reforçando o trabalho articulado.
O coordenador da Rede de Inovação para Educação Híbrida no Amapá, André Camilo, também ressaltou os avanços concretos da participação do estado nas redes nacionais:
"A rede de inovação para educação híbrida tem sido uma revolução para o Amapá, trazendo resultados importantes. Hoje conseguimos integrar políticas do governo federal com as ações do estado, levando conectividade, equipamentos e oportunidades para áreas indígenas, quilombolas e ribeirinhas, garantindo mais equidade e descentralização do ensino", afirmou André.
Ele lembrou que iniciativas como escolas conectadas e o programa Pé‑de‑Meia têm fortalecido a permanência dos estudantes e ampliado o acesso à educação de qualidade em diferentes territórios, evidenciando a convergência entre políticas federais e ações estaduais.
Resultados esperados para o Amapá
Com a integração e o alinhamento promovidos pela formação, o Amapá espera aprimorar o desenho e a execução de políticas de ensino médio na rede estadual, elevando a qualidade do atendimento às demandas dos jovens. O planejamento conjunto com o MEC e outros estados tende a trazer maior rigor técnico, apoio e monitoramento, o que pode se traduzir em melhores indicadores de permanência, aprendizagem e conclusão escolar. Ao mesmo tempo, a experiência compartilhada e as reuniões por rede ajudam a preparar ações mais robustas de inovação e apoio estudantil, adaptadas às especificidades do estado, sobretudo em áreas tradicionais e territoriais.
Assim, além de fortalecer a governança e as práticas pedagógicas, a expectativa é que o aprendizado desta formação ajude a consolidar projetos de inovação, programas de incentivo à permanência e redes de apoio que deem respostas mais efetivas à realidade local.
Encerramento
A programação encerra hoje, quarta‑feira, com um bloco final de atividades focado em encaminhamentos e pactuações. Estão previstas reuniões específicas das redes, troca de posicionamentos sobre próximos passos, alinhamento de compromissos entre estados e União, e definição das etapas de acompanhamento e suporte às ações no território. Esse momento final reforça o caráter colaborativo da formação, colocando em prática o planejamento conjunto e consolidando acordos para fortalecer a governança, a inovação e a permanência estudantil no ensino médio.

