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IDESF disponibiliza acesso gratuito a quatro publicações sobre fronteiras
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IDESF disponibiliza acesso gratuito a quatro publicações sobre fronteiras

  • Redação
  • 18/02/2026
  • Fronteiras


O Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF), por meio de sua editora, disponibilizou para acesso gratuito mais de 80 artigos acadêmicos reunidos em 4 edições do livro (Re) Definições das Fronteiras. As obras contém estudos de pesquisadores de todas as regiões de fronteira do Brasil e também do exterior e abordam temas diversos, como localidades fronteiriças vinculadas, bitributação internacional, reexportação, crimes transnacionais, contrabando, descaminho, cooperação policial, Mercosul, União Europeia, desenvolvimento e integração das fronteiras brasileiras, tráfico de pessoas, governança e políticas públicas, dentre outros. Os livros estão organizados nas seguintes edições: “(Re) Definições das Fronteiras – Visões Interdisciplinares” (2017), “Velhos e Novos Paradigmas” e “Gestão e Planejamento Estratégico de Fronteiras” (2018), “Desafios para o Século XXI” (2019), “Desenvolvimento, Segurança e Integração” (2020) e “Trajetórias da Crise Global” (2021). A coletânea de livros está disponível no link: https://www.idesf.org.br/2026/02/01/colecao-redefinicoes-das-fronteiras/

Luciano Stremel Barros, presidente do IDESF, destaca que uma das grandes contribuições do Instituto é estimular e reunir estudos de pesquisadores que atuam com temáticas relacionadas às fronteiras. “Ao longo dos anos fizemos um percurso editorial para estimular os debates e ajudar na construção do conhecimento sobre essas regiões peculiares, que necessitam de um olhar mais aprofundado, análises e interações que possam gerar dados e contribuições para a construção de políticas públicas e para a governança nessas áreas". Fernando José Ludwig, um dos organizadores da publicação, explica que o (Re) Definições “sempre carregou uma ambição que transcendia o campo editorial: a tentativa de intervir simbolicamente em uma realidade frequentemente marcada por violência, discriminação e invisibilidade institucional. Propunha-se a alterar percepções arraigadas, evidenciando que fronteiras não são meros limites cartográficos, mas espaços densos de cultura, saberes, identidades e integração. Defendia-se que tais territórios exigem políticas públicas e privadas eficazes, orientadas por evidências e sensibilidade social”.

Histórico da publicação

A primeira edição da coletânea foi lançada em 2017. Houve lançamentos em Portugal, na Universidade de Coimbra, e no Brasil, nas cidades de Foz do Iguaçu (PR), Rio de Janeiro (RJ), Santana do Livramento (RS), Porto Nacional (TO), João Pessoa (PB) e em Goiânia (GO). Fernando relembra que a primeira edição surgiu a partir de conversas informais e inquietações intelectuais compartilhadas com o presidente do IDESF, Luciano Barros, e outros pesquisadores. “A origem foi mais orgânica, a intenção era ultrapassar a mera publicação de textos: pretendia-se aproximar a universidade do IDESF e, sobretudo, conferir método, rigor e sistematicidade científica aos estudos sobre fronteiras”.

Fernando também explica como o (Re) Definições passou do campo abstrato ao primeiro lançamento. “O que começou como registros esparsos em cadernos — ideias, palavras-chave, perguntas sem resposta — gradualmente transformou-se em um esboço coerente. Esse esboço foi acolhido, debatido e amadurecido até se converter em proposta concreta. O passo inaugural ganhou contornos simbólicos quando ocorreu a primeira apresentação pública na Universidade de Coimbra, na tradicional Sala Keynes, junto ao curso de Relações Internacionais. Ali não se firmou apenas uma exposição de ideias, mas um compromisso: o de construir uma série contínua de publicações sobre fronteiras, sustentada por dados, análises comparativas e rigor metodológico, em diálogo com docentes e pesquisadores locais”.

Quanto aos autores dos artigos, são de múltiplas vozes e perspectivas: acadêmicos, agentes públicos, integrantes de organizações regionais, profissionais da segurança pública e pesquisadores independentes. Luciano reforça que uma das maiores forças da publicação refere-se à diversidade de autores e de temas, que se configuram como enriquecedores elementos para os debates sobre as fronteiras. Fernando endossa ao citar que, com o tempo, autores de diferentes países e tradições intelectuais passaram a contribuir, cada qual oferecendo sua lente para compreender e ressignificar o conceito de fronteira.

Além do lançamento que aconteceu em Portugal, também houve oportunidade de difundir a obra em Salamanca, na Espanha. Fernando explicou que tais locais funcionaram como pólos de difusão e interlocução internacional. “A partir desses núcleos, a série se ramificou, estabelecendo redes de colaboração que ampliaram seu alcance geográfico e temático”.

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A partir de 2022 — momento em que a consolidação editorial já demonstrava maturidade — a iniciativa assumiu também o formato de revista científica, preservando seu legado, mas adaptando-se a novos desafios e dinâmicas de circulação do conhecimento. Reconhecida pelo sistema Qualis-CAPES, a série encontrou um novo molde institucional sem abandonar sua essência: a reflexão crítica e contínua sobre as fronteiras e seus significados em transformação. “As (re)definições, longe de se encerrarem, permanecem em curso — como as próprias fronteiras que buscam interpretar", enfatizou Fernando.

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