Marcela Montenegro - Diretora Executiva do IPESPE
Brasileiros da Região Norte pretendem fazer menos compras no fim de ano, diz pesquisa
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Brasileiros da Região Norte pretendem fazer menos compras no fim de ano, diz pesquisa



A menos de 10 dias do Natal, os brasileiros que moram na Região Norte vão reduzir em 45% as suas compras no final do ano em comparação com o mesmo período do ano anterior. Trata-se do terceiro maior percentual entre todas as regiões do país e menor que o índice nacional, de 46%.

O dado é apontado na edição mais recente da pesquisa RADAR Febraban, divulgada nesta quinta-feira (15), que revela o balanço que a população brasileira faz do ano de 2022. O levantamento foi feito entre os dias 29 de novembro a 5 de dezembro, com 3 mil pessoas nas cinco regiões do País.

Se 45% dos nortistas querem fazer menos compras, o percentual sobe na região Nordeste (50%). A proporção é de 49% no Centro-Oeste e também ficou em 45% no Sul. O Sudeste registrou a proporção de 43%. Em todo o país, 46% dos brasileiros pretendem comprar menos.
Nem todos os resultados da pesquisa Radar são negativos na região Norte: a grande maioria dos brasileiros está muito satisfeita com a vida que leva e muitos avaliam que 2022 foi um ano que trouxe melhorias no campo pessoal. A análise dos segmentos sociodemográficos mostra que os mais velhos estão mais satisfeitos com a vida que vêm levando do que os mais jovens (18 a 24 anos).

Quando avaliam a situação do país em geral, a opinião de que o Brasil melhorou em 2022 no comparativo com 2021 é um pouco maior do que a percepção de piora. No Norte, as áreas em que o Brasil mais piorou e teve mais problemas em 2022 foram a da saúde (19%); inflação e custo de vida (14%); e emprego e renda (14%).

Já as áreas com o sentimento de que o Brasil mais teria melhorado e avançado neste ano são a do emprego e renda (22%); saúde (11%); corrupção (9%); e segurança (8%).

 

Sentimentos com o futuro

Também foi divulgada nesta quinta-feira a pesquisa Observatório Febraban com expectativas dos brasileiros para o ano de 2023. Assim como no outro estudo, foram ouvidas 3 mil pessoas nas cinco regiões do País durante os dias 29 de novembro a 5 de dezembro.

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Na Região Norte, 66% dos brasileiros acreditam que o próximo governo irá ter uma relação ótima ou boa com o STF (Supremo Tribunal Federal). O índice nacional ficou em 67%. Em relação aos movimentos sociais, a proporção ficou em 59% no Norte e também em todo o país. Quando a pergunta foi sobre os bancos e o mercado financeiro, os percentuais ficaram respectivamente em 44% e 48%. E os índices ficaram em 39% e 40%, no caso do Congresso Nacional, e em 33% e 37%, com relação ao empresariado.

Em geral, uma parcela 47% esperam que o próximo governo seja ótimo ou bom contra o índice nacional de 46%. Para os nortistas, os setores que mais demandam atenção do Palácio do Planalto são os da saúde (18%); desemprego (17%); educação (16%); e fome e miséria (14%). Há expectativa para os primeiros seis meses de governo de que haja diminuição do desemprego (41%); mais acesso ao crédito para as pessoas e as empresas (44%); e aumento do poder de compra (35%). Os principais obstáculos seriam o comportamento dos juros, do dólar e da bolsa de valores (24%); a falta de apoio do Congresso Nacional (24%); e manifestações e a falta de apoio da população (14%).

Para 81% dos brasileiros que vivem na Região Norte, a vida pessoal e familiar deve ficar melhor no ano de 2023. O índice nacional ficou em 74%. Para os nortistas, as áreas que mais devem melhorar são a das finanças (39%); saúde física (34%); trabalho e emprego (24%); saúde mental (21%); e relações com familiares e amigos (14%). Já o sentimento de uma piora, de um modo geral, ficou em 6% contra o índice nacional de 10%.

A íntegra do 13º levantamento Observatório Febraban, pesquisa FEBRABAN-IPESPE pode ser acessada neste linkO recorte regional poderá ser lido neste link.

Já a íntegra do levantamento de dezembro do RADAR Febraban, pesquisa FEBRABAN News-IPESPE pode ser acessada neste linkO recorte regional poderá ser visto aqui.

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