Foto: Ruan Alves/GEA
"Plano vai gerar oportunidades", diz agricultor na Oficina de Sociobioeconomia do Governo do Amapá
Publicidade

"Plano vai gerar oportunidades", diz agricultor na Oficina de Sociobioeconomia do Governo do Amapá

Biraci de Assunção Amaral, de 48 anos, é presidente de uma Associação Extrativista, no município de Pedra Branca do Amapari.


Em busca de fortalecer o potencial de produtos locais para o desenvolvimento sustentável e apresentar ao mercado investidor suas oportunidades, o Governo do Amapá avança na fase de finalização do Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia. Na terça-feira,13, a "Oficina de Trabalho" de finalização do projeto reuniu representantes de todos os segmentos da cadeia produtiva, desde o pequeno agricultor familiar, povos tradicionais, ao empresarial.

Entre os participantes, o agricultor Biraci Amaral, de 48 anos, presidente da Associação Extrativista do município de Pedra Branca do Amapari, afirma que o projeto é a oportunidade que faltava para geração de renda e o crescimento da produção no campo.

“O Plano de Sociobioeconomia é excelente, gostei muito do que foi trabalhado aqui, vai desenvolver e gerar muitas oportunidades, renda e emprego em todos os setores, inclusive na produção rural e, isso, nos deixa muito otimistas daqui pra frente. A nossa biodiversidade é rica e com a bioeconomia ganha não só Amapá, mas também o mundo com os resultados positivos”, declara Amaral. 

Oficina de construção do Plano de Sociobioeconomia do Amapá

Oficina de construção do Plano de Sociobioeconomia do Amapá

Foto: Ruan Alves/GEA

Para o empresário de bioeconomia, um dos pioneiros no estado, João Alberto Capiberibe, ex-governador e ex-senador do Amapá, no momento em que se vive as emergências climáticas é fundamental que o desenvolvimento transite para outro modelo econômico.

“A Amazônia que já vem sofrendo com as emergências climáticas precisa mudar seu padrão de consumo e de produção, é preciso mudar para uma economia de baixo carbono que dialogue e conheça a floresta. Um Plano de Desenvolvimento de Bioeconomia como esse pode fazer com o que o Amapá embarque definitivamente nessas cadeias de valores, agregando os produtos locais, conhecimento, tecnologia e o saber fazer das nossas comunidades. Bioeconomia é sinônimo de floresta em pé”, enfatizou Capiberibe.

João Alberto Capiberibe, empresário da bioeconomia, ex-senador e ex-governador do Amapá

João Alberto Capiberibe, empresário da bioeconomia, ex-senador e ex-governador do Amapá

Foto: Divulgação/Sema

Com um grande potencial econômico e atrativo para investidores interessados no chamado negócios verdes, o Plano fará parte das apresentações do Amapá na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), a “COP da Amazônia”, que será realizada em novembro, em Belém do Pará.

“Sob o comando do governador Clécio Luís, o Plano está sendo construído numa base sólida observando as cadeias produtivas que são predominantes em nosso estado. O projeto apresenta as potencialidades do Amapá e sua bioeconomia para o mercado investidor”, destacou a secretária de Estado do Meio Ambiente, Taisa Mendonça. 

Taisa Mendonça, secretária de Estado do Meio Ambiente

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Taisa Mendonça, secretária de Estado do Meio Ambiente

Foto: Ruan Alves/GEA

A consultora técnica do Plano de Sociobioeconomia, professora Cláudia Chelala, enfatiza que o Estado do Amapá vive um momento singular de fortalecimento de suas cadeias produtivas da bioeconomia.

“Estamos com o envolvimento direto das comunidades diretamente interessadas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos e agricultores. E, neste contexto, em que se pensa na verticalização da cadeia produtiva com assistência técnica e capacitação dos agentes envolvidos, passamos a fortalecer cada vez mais esse potencial existente no estado”, explicou a consultora.

Cláudia Chelala, consultora técnica do Plano de Sociobioeconomia

Cláudia Chelala, consultora técnica do Plano de Sociobioeconomia

Foto: Ruan Alves/GEA

Para a conclusão do projeto, ainda serão realizadas mais duas oficinas nos municípios de Oiapoque e Laranjal do Jari.

O Plano de Sociobioeconomia

O Plano já passou pela fase de diagnóstico, escuta ativa da população de forma geral, identificação e mapeamento das cadeias produtivas e o potencial econômico desses produtos locais. O projeto conta com a participação de 10 órgãos estaduais e o apoio da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional e do Centro Internacional de Agricultura Tropical.

O projeto está alicerçado em uma gestão participativa, que envolve instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e atores sociais diversos, fortalecendo a democracia ambiental com práticas sustentáveis aliadas ao desenvolvimento econômico e social do Amapá. Além de preparar o estado para a transição ecológica mundial.

Por Alexandra Flexa

Publicidade



O que achou desta notícia?


Cursos Básicos para Concursos