O que começou como uma ideia diferente acabou virando sucesso de vendas na Expofeira 2026. Feito com material reciclável e sementes incorporadas ao próprio produto, o "papel-semente" despertou a curiosidade dos visitantes no espaço da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR) e surpreendeu até quem apostou na novidade. Único a comercializar o produto no Parque de Exposições da Fazendinha, o empreendedor esgotou todo o estoque e já começou a receber novas encomendas.
A proposta é simples, sustentável e ainda rende uma experiência diferente: depois de utilizado, o papel não precisa ir para o lixo. Basta colocá-lo sobre a terra, manter a umidade com pequenas regas e esperar a germinação. Na feira, as versões com sementes de tomate-cereja e pimenta foram as queridinhas do público, transformando aquilo que poderia ser descartado em uma nova planta.Para o empreendedor Marcos Paulo, de 21 anos, a procura superou as expectativas. Segundo ele, muitos visitantes chegavam atraídos pela curiosidade, queriam entender como o produto funcionava e acabavam levando uma unidade para casa ou até mesmo para presentear.“Eu sabia que era uma proposta diferente, mas não imaginava que despertaria tanto interesse. As pessoas chegam curiosas, querem saber como funciona e como plantar. Foi uma surpresa muito boa ver todo o estoque acabar e ainda receber novas encomendas. Além das vendas, é gratificante perceber que estamos incentivando uma forma mais consciente de consumir e reaproveitar materiais”, contou Marcos.
Conceito sustentável
Entre os visitantes conquistados pela novidade está o casal Simaia Gomes, de 51 anos, e Darlan Miranda, de 39, que decidiu levar o papel-semente para testar em casa. Para eles, a possibilidade de transformar um simples pedaço de papel em alimento deixou a experiência ainda mais interessante.
“Eu nunca tinha visto algo assim. Primeiro gostei da ideia da reciclagem e depois descobri que realmente dá para plantar e nascer tomate ou pimenta. É uma maneira criativa de mostrar a sustentabilidade na prática. Agora é levar para casa, plantar e acompanhar para ver nascer”, comentou Simaia.Darlan também entrou no clima e enxergou no produto uma forma divertida de aproximar crianças e adultos do cultivo de alimentos e dos cuidados com o meio ambiente.
“É uma ideia simples, mas que chama muita atenção. Em vez de jogar o papel fora, você planta e ainda pode colher alguma coisa depois. Comprei porque achei sustentável, educativo e diferente de tudo o que tinha encontrado até agora na feira”, destacou.
Mais do que uma curiosidade entre os estandes, o sucesso do papel-semente mostra que sustentabilidade também pode render boas oportunidades de negócio. Com o estoque esgotado e novas encomendas a caminho, a novidade provou que, na Expofeira 2026, até uma boa ideia pode criar raízes e ainda dar frutos.
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