"Temos tudo para um ensino de qualidade", diz professora após reforma de escola quilombola
- 13/12/2024
- Educação
Edileny Barbosa, de 33 anos, é moradora da comunidade Torrão do Matapi e se emociona ao falar da época em que era estudante no local.
Após vários anos de reivindicação da comunidade do Torrão do Matapi, em Macapá, o Governo do Estado entregou a Escola Quilombola Antônio Figueiredo da Silva totalmente reformada e com novos ambientes. A entrega do novo prédio marca a 18ª unidade educacional reformada pela gestão estadual em apenas um ano e 11 meses.
A professora do 2º ano do fundamental 2, Edileny Barbosa, de 33 anos, além de lecionar, é ex-aluna e moradora da comunidade. Ela relata que as mudanças representam mais do que conforto.
“A gente vivia muitas dificuldades, com calor e até salas alagadas quando chovia. Agora, temos tudo o que precisávamos para um ensino de qualidade, como cadeiras novas, ventiladores, salas climatizadas e até notebooks para os alunos”, conta Edilene.
Entrega do novo prédio marca a 18ª unidade educacional reformada pela gestão estadual - Foto: Luan Macedo/Seed
A educadora, emocionada por ver a escola onde estudou se transformar em um local digno e acolhedor, fala sobre o impacto positivo gerado nos estudantes.
“Os alunos conseguem se concentrar mais nas aulas, sem se distrair ou reclamar do calor. Isso faz toda a diferença para que eles se sintam bem e valorizados no espaço em que estão”, acrescenta a professora.
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Escola agora possui estrutura digna para educar e formar cidadãos com qualidadeFoto: Luan Macedo/Seed
Novos espaços
A reforma contou com a construção de quatro novas salas, hall de entrada, refeitório, uma sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), além de melhorias na climatização, área de lazer e infraestrutura geral, como pisos, paredes, forro e banheiros.
Além disso, toda a escola também recebeu uma pintura personalizada que valoriza elementos visuais e materiais alusivos à cultura quilombola, atendendo ao pedido da comunidade de resguardar sua identidade cultural. O investimento total foi de R$ 1 milhão na reestruturação física, com recursos do Tesouro Estadual, mais R$ 271 mil em mobiliário e materiais.
