Crédito: Gabriel Penha/Arquivo/GEA
Fundação Marabaixo do Governo do Amapá apresenta na COP30 o cotidiano e os desafios das comunidades remanescentes
Publicidade

Fundação Marabaixo do Governo do Amapá apresenta na COP30 o cotidiano e os desafios das comunidades remanescentes

De acordo com a diretora-presidente da pasta, Josilana Santos, a Amazônia vai além das florestas, ela também está nas populações tradicionais.


A Fundação Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Feppir–Fundação Marabaixo) integra a delegação amapaense que participa da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém–PA. Ao lado de integrantes do Conselho Estadual de Igualdade Racial (Coepir) e de lideranças comunitárias quilombolas, o grupo levou para o evento falas, ações e projetos voltados ao fortalecimento dos territórios remanescentes do Estado.

De acordo com o último Censo do IBGE, mais de 75% da população do Amapá se declara preta ou parda. Em consonância com esses dados, o estado abriga cerca de 200 comunidades, entre quilombolas, ribeirinhas e tradicionais, distribuídas em 12 municípios. Destas, cinco já são tituladas (Curiaú, Mel da Pedreira, Conceição do Macacoari, São Raimundo do Pirativa e Rosa) e aproximadamente 60 são certificadas pela Fundação Cultural Palmares (FCP).

Entre os destaques levados para a COP30 está a regulamentação do Programa Amapá Afro, instituído em abril deste ano. O programa, de caráter permanente, orienta ações voltadas ao fortalecimento da cultura afro-amapaense, ao combate ao racismo e à promoção da igualdade racial, além da proteção e valorização dos territórios tradicionais.

Segundo a diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos, além das políticas, projetos e ações já consolidados, o grupo também apresenta novas propostas de investimento voltadas ao desenvolvimento das comunidades e povos tradicionais, com base na justiça social, racial e climática.

“Os povos quilombolas, ribeirinhos e tradicionais do Amapá têm uma contribuição significativa na relação com a natureza e na sua preservação. Essas populações possuem suas peculiaridades e precisam ser reconhecidas, pois a Amazônia vai além da floresta, é, sobretudo, o lar de seus habitantes”, destacou a gestora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos
Diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos
Foto: Max Renê/Secom/GEA

Na quarta-feira, 12, Josilana foi uma das palestrantes do painel “Justiça Climática”. Na ocasião, abordou os desafios e dificuldades enfrentados cotidianamente pelas comunidades remanescentes do Amapá, além das ações do Governo do Estado voltadas ao desenvolvimento social, cultural e econômico desses territórios.

Josilana foi uma das palestrantes Painel “Justiça Climática” e discorreu sobre os desafios e dificuldades das comunidades
Josilana foi uma das palestrantes Painel “Justiça Climática” e discorreu sobre os desafios e dificuldades das comunidades
Foto: Max Renê/Secom/GEA

O grupo liderado pela Feppir também levou para a COP30 apresentações de marabaixo, evidenciando no evento internacional uma das mais autênticas manifestações culturais do povo amapaense.

Grupo leva para a COP30 apresentações de marabaixo, nossa mais autêntica manifestação cultural
Grupo leva para a COP30 apresentações de marabaixo, nossa mais autêntica manifestação cultural

Publicidade



O que achou desta notícia?


Cursos Básicos para Concursos