A atividade mineral esteve no centro de uma discussão realizada durante a Expofeira 2026, com representantes do setor e de órgãos estaduais debatendo os direitos de lavra, a ocupação e regularização de áreas e os próximos passos para a expansão das operações no Amapá.
Participaram do encontro representantes da Secretaria de Estado da Mineração, do Amapá Terras e da empresa Amapá Minas. Entre os temas abordados também estiveram as novas etapas previstas para o empreendimento que iniciou as atividades no Estado após a edição anterior da Expofeira e que atualmente contabiliza 1,1 mil empregos.
Também foram discutidos a expansão da operação para uma nova etapa de extração. De acordo com o secretário de Estado da Mineração, Mamede Barbosa, a empresa trabalha com o aprofundamento da cava e a implantação da mineração subterrânea. A expectativa apresentada durante o encontro é de que a expansão das atividades possa elevar o número de empregos relacionados ao empreendimento para aproximadamente 2 mil postos em uma próxima etapa.
“Ano passado, aqui na Expofeira, foi o lançamento da empresa, quando eles chegaram ao Estado. Em menos de um ano, eles já estão em operação, com 1.100 empregos concretizados. E, como eles vão aprofundar a cava e iniciar agora a mineração subterrânea, isso significa que, no próximo ano, nós estaremos perto de 2 mil novos empregos. Então, vamos tratar desses assuntos e, principalmente, desse caso de sucesso da empresa”, destacou Mamede Barbosa.
Regularização das áreas está entre os desafios
A ampliação dos projetos também envolve questões fundiárias. O Amapá Terras participa das discussões relacionadas à situação das áreas utilizadas pelos empreendimentos e à regularização necessária para o desenvolvimento das atividades. De acordo com o diretor-presidente do órgão, Jorge Rafael Almeida, a atuação conjunta busca garantir que os aspectos fundiários sejam analisados antes do avanço dos projetos.
“O Amapá Terras participa desse processo garantindo que as questões fundiárias sejam tratadas com segurança e responsabilidade. Quando temos um empreendimento que chega ao Estado, inicia suas operações e amplia a geração de empregos, precisamos assegurar que as áreas estejam devidamente regularizadas e que todos os direitos envolvidos sejam respeitados. Esse diálogo com a Secretaria de Mineração e com as empresas é essencial para dar segurança aos investimentos e contribuir para o desenvolvimento do Amapá”, afirmou Jorge Rafael Almeida, diretor-presidente do Amapá Terras.Expofeira reúne setor produtivo e órgãos estaduais
A discussão sobre mineração integra a programação da Expofeira 2026, que reúne empresas, órgãos públicos e representantes de diferentes setores produtivos.
No caso da atividade mineral, a agenda envolve tanto os empreendimentos que já estão em operação quanto os procedimentos necessários para a expansão das atividades, incluindo questões de lavra, ocupação territorial e regularização.
Com a previsão de uma nova etapa de exploração subterrânea, o setor mineral passa a discutir também os efeitos dessa expansão sobre a demanda por mão de obra e sobre a cadeia de serviços ligada à mineração no Amapá.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
