Quem passa pelo Parque de Exposições da Fazendinha durante a Expofeira 2026 pode encontrar uma atração diferente entre os espaços do evento. São colmeias com abelhas nativas que não possuem ferrão. A mostra de meliponicultura montada pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) aproxima o público da pesquisa científica e de uma atividade desenvolvida por produtores amapaenses.
A exposição permanece aberta aos visitantes até 16 de agosto e apresenta, de forma prática, como funciona a criação das chamadas abelhas sem ferrão e a produção de mel. A proposta é transformar o conhecimento produzido pelos pesquisadores em uma experiência acessível para quem tem curiosidade sobre esses pequenos insetos.
Mais do que produzir mel, os meliponinos têm uma função importante nos ecossistemas amazônicos. Durante a visita, pesquisadores explicam como as abelhas participam da polinização de plantas nativas e também de culturas agrícolas.
Para o pesquisador em entomologia, Alexandre Jordão, conhecer essas espécies ajuda a entender a relação entre biodiversidade, produção e conservação.“A meliponicultura vai muito além da produção de um mel saboroso e medicinal produzido no Amapá”, afirma o pesquisador. Segundo ele, os insetos têm papel importante na polinização das matas e plantações da região.
Público pode observar as colmeias de perto
A ideia da mostra é justamente aproximar a ciência do cotidiano. Em vez de apenas ouvir sobre as abelhas, o visitante pode observar as colmeias e conhecer detalhes da criação e da retirada do mel.
A estudante de Ciências Biológicas, Paloma de Freitas, participa da atividade e explica que as abelhas apresentadas no espaço não oferecem o mesmo risco associado às espécies que possuem ferrão.
O manejo, porém, exige conhecimento para evitar danos às colônias. “O manuseio feito com as colmeias é simples, porém, precisa de um pouco de técnicas para não prejudicar os animais, principalmente no momento do cultivo do mel”, explica.Mel produzido no Amapá também está à venda
Além da experiência científica, o espaço permite ao público conhecer e adquirir o mel produzido a partir da criação de abelhas sem ferrão.
Os potes são comercializados a preços acessíveis, aproximando os visitantes de um produto associado à biodiversidade e à produção local.
Para Paloma, a mostra também é uma oportunidade de valorizar o trabalho dos produtores e mostrar que a meliponicultura pode unir pesquisa, conservação ambiental e geração de renda.
A atividade integra a programação do Iepa na Expofeira 2026 e segue disponível ao público no Parque de Exposições da Fazendinha até domingo, 16 de agosto.
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