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Na foto, os pesquisadores do grupo Limes (UFG), professor Camilo Pereira Carneiro e Laura Beatriz Silva Leal e a equipe do IDESF: Adriana Motta, o presidente do Instituto, Luciano Stremel Barros, e a pesquisadora Eloiza Dal Pozzo. Foto: divulgação (I
Pesquisadores do IDESF e UFG firmam parceria para elaboração de Atlas sobre a fronteira oeste do Brasil
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Pesquisadores do IDESF e UFG firmam parceria para elaboração de Atlas sobre a fronteira oeste do Brasil

  • 13/03/2025
  • Geografia


Após reunião de planejamento, pesquisadores do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF) e do Limes, grupo de pesquisa na área de geopolítica e fronteiras da Universidade Federal de Goiás (UFG), firmaram parceria para o desenvolvimento de um atlas sobre a fronteira oeste do Brasil, focado nas 33 cidades gêmeas. O intuito é reunir informações relacionadas a dados socioeconômicos, geográficos, das áreas de logística, comércio exterior e demais aspectos passíveis de estudos.

O IDESF já lançou, em 2018, um diagnóstico do desenvolvimento das cidades gêmeas do Brasil e, constantemente, em suas publicações, aborda dados e informações relacionados às fronteiras. Em consonância, sob coordenação do professor Camilo Pereira Carneiro, o Limes (UFG) publica diversas informações por meio de mapas. Um deles, por exemplo, mostra as interligações entre os países fronteiriços, as pontes internacionais em cidades gêmeas, as hidrelétricas, as estradas, e uma série de outras informações.

Luciano Stremel Barros, presidente do IDESF, reforça a necessidade de fazer o levantamento e publicizar os dados, que podem contribuir com o desenvolvimento das fronteiras. “Queremos demonstrar todos esses dados não só do ponto de vista da cartografia, mas também sob os aspectos da geografia humana. Esse atlas busca viabilizar ações de desenvolvimento territorial sustentável e fazer com que a sociedade e os governos tenham conhecimento sobre as fronteiras".

Por meio do atlas, por exemplo, será possível representar em mapas as áreas naturais transfronteiriças, universidades localizadas nas cidades gêmeas, usinas de energia, aeroportos, malha viária, unidades de conservação, terras indígenas, hidrografia, PIB, controles de fronteira, aglomerações populacionais etc. Luciano complementa que este tipo de pesquisa utiliza diferentes metodologias e informações que continuamente precisam ser atualizadas. A equipe que coletará os dados está sendo organizada. A próxima fase consiste em buscar parcerias e investimentos para custeio do projeto.

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Camilo destacou que os estudos sobre a fronteira são um dos principais tópicos do Limes, grupo de estudos sediado no Instituto de estudos socioambientais da UFG, onde funciona o curso de geografia. “Será muito útil a produção de um atlas sobre a fronteira do Brasil, focado nas 33 cidades gêmeas, com informações tanto das cidades brasileiras quanto de seus pares nos respectivos países. Essas informações poderão subsidiar políticas públicas de diferentes escalas que vão ser aplicadas nessas cidades gêmeas e vão reverberar por toda a faixa de fronteira do Brasil e também pelas áreas de fronteira dos países vizinhos”.

A ilustração abaixo mostra alguns mapas que já foram produzidos com informações das cidades gêmeas. O Atlas ampliará o levantamento e representação de informações, como universidades localizadas nas cidades gêmeas, usinas de energia, aeroportos, malha viária, PIB, aglomerações populacionais etc.

 

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Ilustração: Frank Cedeño.




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