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Amapá lança Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia na COP30
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Amapá lança Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia na COP30

Documento inovador e inteligente propõe transformar a biodiversidade e os saberes tradicionais em motor de desenvolvimento sustentável, com inclusão social e fortalecimento da economia verde.


Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA), o Amapá lançou oficialmente o Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia (PEAS), uma política pública pioneira que pretende consolidar o estado como referência mundial em bioeconomia inclusiva e sustentável.

O lançamento ocorreu nesta terça-feira, 11, no Pavilhão Green Zone, um dos espaços centrais da conferência, que começou na segunda-feira, 10, e segue até 21 de novembro, reunindo líderes e representantes de mais de 190 países.

Um plano inovador e inteligente lançado pelo Governo do Estado, que propõe transformar o conhecimento tradicional e a riqueza natural do Amapá em oportunidades econômicas sustentáveis, valorizando a floresta viva e seus povos.

Com 97% do território coberto por florestas nativas, o Amapá apresenta à comunidade internacional um modelo de desenvolvimento que alia preservação ambiental, inovação científica e saberes tradicionais.

“Seja em maior ou menor escala, estamos desburocratizando cadeias produtivas e agregando valor à floresta. É nessa aposta que estamos depositando a economia do Amapá, com saberes tradicionais que podem ser uma alternativa econômica”, destacou o governador Clécio Luís, durante o lançamento.

O que é o PEAS

O Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia (PEAS) é uma política pública intersetorial que organiza e fortalece as cadeias produtivas baseadas na sociobiodiversidade, transformando a riqueza natural do Estado em produtos e serviços de alto valor agregado.

Entre as 11 cadeias produtivas mapeadas estão:

  • Artesanato e gastronomia regional;
  • Produtos agrícolas e extrativistas;
  • Cosméticos e fármacos derivados da biodiversidade;
  • Madeira certificada e rastreada;
  • Turismo de base comunitária.

O plano também prevê capacitação técnica, acesso a crédito, redução da burocracia e formação de mercados, estimulando a geração de renda e a competitividade dos produtos amapaenses no Brasil e no exterior.

Benefícios esperados para o Amapá

A implementação do PEAS tem potencial para reposicionar o Amapá no mapa econômico da Amazônia, com impactos em várias dimensões:

Econômica:

  • Geração de empregos e renda em comunidades tradicionais;
  • Expansão de bioindústrias locais;
  • Atração de investimentos nacionais e internacionais voltados à economia verde.

Ambiental:

  • Preservação da floresta e valorização dos serviços ecossistêmicos;
  • Estímulo à certificação e ao manejo sustentável;
  • Redução da pressão sobre áreas sensíveis.

Social e cultural:

  • Reconhecimento dos saberes tradicionais;
  • Fortalecimento de cooperativas e associações;
  • Inclusão de mulheres e jovens nas cadeias produtivas sustentáveis.

“O Amapá quer mostrar que é possível gerar riqueza com a floresta viva, respeitando quem vive nela. Esse é o coração da sociobioeconomia”, reforçou o governador Clécio Luís.

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Os desafios da transição sustentável

Apesar do avanço institucional e da visibilidade internacional, o sucesso do PEAS dependerá de execução efetiva, governança articulada e monitoramento contínuo.

Entre os principais desafios estão:

  • Garantir que os recursos cheguem às comunidades beneficiárias;
  • Fortalecer infraestrutura logística e tecnológica;
  • Reduzir a dependência de intermediários;
  • E criar indicadores de impacto ambiental, social e econômico.

A consolidação do plano exigirá integração permanente entre governo, setor privado, universidades e sociedade civil, para transformar as diretrizes em resultados concretos e mensuráveis.

Expectativas e visão de futuro

O PEAS é considerado um marco para o desenvolvimento sustentável do Amapá, ao propor uma nova economia da floresta, baseada em inclusão social e valorização da biodiversidade.

A proposta está alinhada às metas da COP30, que enfatizam financiamento climático, justiça social e soluções baseadas na natureza.

O governo espera que o plano estimule um ecossistema de inovação socioambiental, conectando universidades, startups, cooperativas e comunidades tradicionais em uma rede de produção e conhecimento sustentável.

"O potencial do Amapá está na sua rica biodiversidade, com vertentes estratégicas para o desenvolvimento sustentável a base da bioeconomia, sobretudo, o Plano de Sóciobioeconomia norteia caminhos para o crescimento, e melhor qualidade de vida para às pessoas com a geração de emprego e renda", destacou Taisa Mendonça, secretária de Estado de Meio Ambiente.

Base legal do plano

O Decreto nº 4616, de 05 de junho de 2024, institui o Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia (PEAS) e foi publicado no Diário Oficial do Estado do Amapá.

O documento estabelece as diretrizes, metas e instrumentos de gestão que orientam a implementação da política pública.

Você pode acessar o texto completo do decreto no Diário Oficial, o conteúdo referente ao PEAS está na seção final do PDF, após a Lei nº 3.070. Decreto nº 4616 (PEAS) - Diário Oficial/AP

O Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia (PEAS) representa um passo decisivo na consolidação do Amapá como líder em sustentabilidade na Amazônia.

Ao apresentá-lo na COP30, o Estado demonstra que a floresta em pé é mais do que um símbolo, é uma estratégia de futuro, capaz de unir ciência, cultura e economia em favor do desenvolvimento humano e ambiental.

Com informações de Alexandra Flexa/GEA

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Amapá lança Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia na COP30

Governador do Amapá, Clécio Luís, no lançamento do Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia
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Lançamento aconteceu no Pavilhão Green Zone da COP30
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No meio da foto, a secretária de Estado do Meio Ambiente, Taisa Mendonça



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