O Maio Laranja, mês de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, acende um alerta no estado do Amapá. Levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania aponta que, entre janeiro e abril de 2026, a cidade registrou 185 denúncias, que resultaram em 108 protocolos e 1.134 violações de direitos desse público.
Os dados consideram três níveis de registro: os protocolos representam o número de atendimentos realizados, ou seja, quantas vezes o serviço foi acionado; as denúncias correspondem aos relatos formalizados, que podem envolver uma ou mais vítimas; já as violações dizem respeito aos tipos de violência identificados em cada caso, como abuso físico, psicológico, sexual ou situações de negligência.
O cenário revela que a violência contra crianças e adolescentes ainda é recorrente e, muitas vezes, silenciosa. As violações incluem diferentes formas de abuso, como violência física, psicológica e sexual, além de negligência, frequentemente praticadas por pessoas próximas às vítimas.
Para o Coordenador do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, Danielson Rodrigo Cavalcante da Silva, os dados reforçam a importância da identificação precoce dos sinais de violência e da atuação integrada da rede de proteção. “Profissionais da saúde, educadores e familiares têm papel fundamental na observação de mudanças físicas e comportamentais que possam indicar situações de violência. Muitas vezes, a vítima não verbaliza o que está acontecendo e a atenção aos sinais pode ser decisiva para interromper o ciclo de abuso”, explica.
Segundo o especialista, alterações repentinas de comportamento, isolamento social, medo excessivo de determinadas pessoas, regressão comportamental, lesões sem explicação clara, mudanças bruscas no rendimento escolar e sinais frequentes de ansiedade podem ser indícios de que algo precisa ser investigado com atenção.
Além da conscientização, a especialista reforça que a rede de saúde também exerce papel estratégico no acolhimento inicial e no encaminhamento adequado dos casos. Unidades básicas de saúde, hospitais e demais serviços de atendimento podem ser portas de entrada para a identificação e notificação de situações suspeitas.
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Também é importante destacar que existem diferentes canais para denúncia. Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser comunicados pelo Disque 100, que funciona 24 horas por dia e de forma anônima, além do Conselho Tutelar do município, responsável por acolher e acompanhar as ocorrências, e das autoridades policiais, como a Polícia Militar (190), em emergências, e a Polícia Civil.
Para o docente, romper o silêncio é essencial para proteger as vítimas. “A denúncia é uma ferramenta de cuidado e proteção. Quanto mais cedo houver identificação e acolhimento, maiores são as chances de interromper a violência e minimizar impactos físicos e emocionais”, conclui.
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