O Governo do Estado implementou um plano de contingência estratégico no Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) para conter o avanço de agravos à saúde dentro da unidade. A principal medida consiste no controle rigoroso e na redução do fluxo de pessoas no hospital, seguindo protocolos de biossegurança recomendados para ambientes de alta complexidade pediátrica.
A ação responde a um cenário epidemiológico que exige vigilância constante. Recentemente, o hospital registrou a circulação da bactéria multirresistente Serratia marcescens, surto que já é considerado controlado pelas equipes assistenciais. Paralelamente, houve um aumento sazonal expressivo dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Diante do risco de transmissão cruzada desses agravos, a gestão hospitalar e as comissões sanitárias determinaram a necessidade de reduzir o fluxo de pessoas nas alas de internação.
De acordo com a enfermeira e responsável técnica do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE), Ingrid Martins, a restrição da circulação já apresentou resultados positivos, com redução de novos casos logo na primeira semana de monitoramento.
"Diante desse cenário epidemiológico, foi elaborado pela equipe técnica um plano de contingência com medidas de prevenção e controle. Uma dessas medidas foi a redução da circulação de pessoas, para que conseguíssemos diminuir o número de casos e também a incidência de infecções cruzadas dentro do hospital. Com a adoção dessas ações, já conseguimos observar a redução dos casos e das infecções cruzadas na unidade, o que representa um resultado positivo. Porém, a equipe técnica segue realizando o monitoramento para que a retomada do fluxo de pessoas ocorra de forma gradual e segura para pacientes, acompanhantes e profissionais, conforme orienta a nota técnica do Ministério da Saúde", explicou Ingrid.
As restrições integradas ao plano de contingência do HCA possuem caráter abrangente e temporário, com o objetivo de reduzir o fluxo diário de pessoas no ambiente hospitalar. A medida é respaldada por relatórios emitidos em conjunto pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), pelo Núcleo de Segurança do Paciente e pelo Núcleo de Qualidade Hospitalar.
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Segundo os documentos técnicos, a redução da circulação de pessoas externas diminui, de forma significativa, os riscos de contágio dentro da unidade. O objetivo central é preservar a segurança assistencial e mitigar riscos, garantindo maior proteção aos pacientes em situação de vulnerabilidade, aos acompanhantes e aos profissionais que atuam diretamente na linha de frente do atendimento.
A direção do HCA e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) ressaltam que o cenário permanece sob constante avaliação. As restrições possuem caráter excepcional e preventivo, sendo monitoradas continuamente com base nos boletins epidemiológicos do NHE. Esse acompanhamento permite que o retorno ao fluxo normal ocorra de forma gradual e segura, conforme os indicadores epidemiológicos apresentem melhora e os índices de transmissão permaneçam controlados.
