Macapá-AP, Quarta, 10 de junho de 2026.
  • O Amapá
    • Articulistas/Colunistas
    • Municípios
    • Mapa e Símbolos
    • Dados Geográficos
    • Pontos Turísticos
    • Loja/Ofertas
  • Edição On-line
  • Cidades
  • Cultura
  • Educação
  • Oportunidades
  • Política
  • Polícia
  • + Editorias
    • Esportes
    • Eventos/Celebridades
    • Finanças/Investimentos
    • Negócios/Carreiras
    • Pets/Jardinagem
    • Saúde/Bem-estar
    • Tecnologia
    • Variedades
  • Mídia
    • Edição On-line
    • Indicações
    • #Restague
    • Empregos
    • Vídeos
    • Publicações
    • Telefones Úteis
    • Loterias
Publicidade
Publicidade
Thiago Cristino/Câmara dos Deputados
Câmara aprova acordo de livre comércio entre Mercosul e o bloco europeu EFTA
Publicidade
Inicio / Relações exteriores / Câmara aprova acordo de livre comércio entre Mercosul e o bloco europeu EFTA

Câmara aprova acordo de livre comércio entre Mercosul e o bloco europeu EFTA

  • Agencia Camara Noticias
  • 09/06/2026
  • Relações exteriores
O grupo é formado por quatro países (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça); texto segue para o Senado


A Câmara dos Deputados aprovou o acordo de livre comércio assinado entre os países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. O texto consta do Projeto de Decreto Legislativo 570/26, que foi aprovado em Plenário nesta terça-feira (9) e segue para votação no Senado.

Para o relator, deputado David Soares (Pode-SP), o acordo é um passo relevante na estratégia de abertura internacional do Brasil e do bloco sul-americano, do qual participam também a Argentina, o Paraguai e o Uruguai. "A conclusão das negociações expande a rede de pactos comerciais do Mercosul com nações desenvolvidas, reforça sua posição no cenário global e consolida as relações econômicas euro-atlânticas", disse.

Soares destacou que a EFTA é um "mercado sofisticado", ideal para produtos brasileiros de maior valor agregado. Em 2025, o comércio entre o Brasil e os países da EFTA totalizou 7,76 bilhões de dólares, segundo dados divulgados pelo governo brasileiro.

David Soares ressaltou que o acordo ganha ainda mais relevância após o pacto com a União Europeia, demonstrando a capacidade negociadora do Mercosul. "A aproximação com a EFTA é estratégica, pois seus países têm elevado desenvolvimento, estabilidade institucional, forte capacidade de investimento e demanda por produtos agroindustriais e industriais de qualidade, ampliando oportunidades para exportadores brasileiros", afirmou.

A EFTA é uma organização comercial e de livre comércio criada em 1960. Juntos, os quatro países do grupo possuem uma população de 15 milhões de pessoas e um PIB de 1,4 trilhão de dólares, sendo um dos maiores PIBs per capita do mundo.

Acordo amplo
Assinado no Rio de Janeiro em setembro de 2025, o acordo é dividido em 16 capítulos e abrange comércio de bens, defesa comercial, salvaguardas, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias, serviços, investimentos, propriedade intelectual, compras governamentais, concorrência, desenvolvimento sustentável, solução de controvérsias e disposições institucionais.

Em relação ao comércio de bens, está prevista isenção de tarifas para aproximadamente 97% das transações do Brasil com a EFTA e redução gradual das tarifas para cerca de 1,2%. Produtos agrícolas como laticínios, chocolates e fórmulas para alimentação infantil foram incluídos sob a forma de quotas tarifárias.

Do lado da EFTA, os países eliminarão 100% das tarifas de importação nos setores industriais e pesqueiro já na entrada em vigor do acordo. Considerando os setores agrícola e industrial, o acesso em livre comércio de produtos brasileiros chegará a quase 99% do valor exportado.

O Brasil ainda poderá se beneficiar de quotas agrícolas oferecidas por Suíça, Liechtenstein e Noruega para produtos como carne bovina, carne de aves, milho, farinha de milho, mel e óleos vegetais, entre outros.

Barreiras sanitárias
Os capítulos de medidas sanitárias e fitossanitárias têm impacto direto sobre as exportações agropecuárias brasileiras. O acordo prevê o sistema de listas pré-estabelecidas, que facilita a exportação de carnes e outros alimentos ao permitir o reconhecimento prévio do sistema de inspeção sanitária do Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Também prevê procedimentos de regionalização para produtos de origem animal e mecanismos de cooperação técnica entre autoridades sanitárias dos dois blocos.

Impacto fiscal
O governo brasileiro estima redução na arrecadação de tributos federais vinculados à importação de R$ 26,5 milhões em 2026 (considerando entrada em vigor prevista para 1º de agosto de 2026), R$ 121,45 milhões em 2027 e R$ 179,3 milhões em 2028.

Segundo a mensagem encaminhada pelo Executivo ao Congresso, essa redução de receita será compensada pelo maior dinamismo econômico decorrente da ampliação do acesso ao mercado da EFTA e de novos investimentos viabilizados pelo acordo.

Debate em Plenário
Para o deputado Hildo Rocha (MDB-MA), os fóruns de colaboração técnica previstos no acordo vão contribuir para o aprimoramento da produção agrícola. "Isso vai fazer com que os padrões exigidos na Europa também sejam adotados no nosso país no que diz respeito ao agro", disse.

O líder da Maioria, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), ressaltou que há cláusula prevendo que os prestadores de serviços digitais só poderão se beneficiar do acordo se a matriz energética de seu país utilizar, pelo menos, 67% de economia limpa. "No Brasil, temos 90% de energia limpa. Isso será um exemplo de economia verde para o futuro da humanidade", afirmou.

Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), é importante que o Congresso aprove o quanto antes o acordo. "As relações de nosso país precisam estar a contento da população, sobretudo que beneficiem o setor produtivo", disse.

Porém, o líder da federação Psol-Rede, deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), criticou o acordo. "Ele mantém uma lógica de o Brasil como exportador de commodities em uma economia regressiva. Tem contrapartidas ambientais absolutamente insuficientes. E, no final das contas, vai favorecer as classes dominantes dos dois blocos", declarou.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Publicidade
Publicidade



O que achou desta notícia?


Cursos Básicos para Concursos

Anterior Post

Isenção de ISS para a Copa do Mundo Feminina 2027 vai à sanção

Próximo Post

Motta condiciona votação sobre combustíveis à retirada de urgência de projeto da redução de jornada

Leis Gratuitas em Audio
Publicidade
Guest Post

Editorias

  • Artigos

    ( 1105 )

  • Cidades

    ( 7997 )

  • Cultura e Turismo

    ( 3008 )

  • Educação

    ( 2509 )

  • Oportunidades

    ( 1902 )

  • Política

    ( 5526 )

  • Polícia

    ( 4520 )

  • Ciência e Saúde

    ( 3724 )

  • Eventos e Celebridades

    ( 668 )

  • Finanças e Investimentos

    ( 1487 )

  • Negócios e Carreiras

    ( 1280 )

  • Esportes

    ( 1426 )

  • Pets/Jardinagem

    ( 307 )

  • Tecnologia

    ( 678 )

  • Variedades

    ( 815 )

  • Pontos Turísticos

    ( 20 )

  • Loterias

    ( 232 )

  • indicações

    ( 38 )

Sebrae Amapá
Sebrae Amapá
Estratégia Concursos
Parceiro Magalu
Hotmart
Guest Post
Collaborator
Hinode
Whitepress

O portal Amapá Digital (www.amapadigital.com.br) desde de 2002 busca informar sobre os acontecimentos do Amapá nas editorias de Cidades, Cultura, Esporte, Polícia, Política, Oportunidades, Varidades e Saúde.
Nosso papel é divulgar o Amapá para o Brasil e o mundo. E através das notícias também oferecer oportunidades aos amapaenses. Aqui você fica antenado(a)!

Inscreva-se

* indicates required

Copyright © All rights reserved | This template is made with by Colorlib | Amapá Digital

  • Sobre nós
  • Política de privacidade
  • Contato