Tarefa cumpre mandados para investigar membros de uma organização criminosa no Amapá
- 04/07/2023
- No Amapá
Investigação revela cláusula de pena de morte em "formulário de batismo" utilizado por eles.
A Força Tarefa de Segurança Pública do Amapá realizou nesta terça-feira (04/07) a Operação Rebeldia, resultando no cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão em diferentes locais do estado. A ação tinha como objetivo desarticular uma organização criminosa e expor suas atividades ilegais.
Durante a investigação, foi identificado um grupo virtual dentro da facção, que atuava em um aplicativo de mensagens, com o propósito de auxiliar nas tomadas de decisões e contribuir para a manutenção de um estado paralelo nas áreas de domínio da organização criminosa. A célula em questão exercia um papel crucial na coordenação e no recrutamento de novos membros.
Entre os investigados, um homem que cumpria pena em regime domiciliar pelo crime de roubo qualificado foi identificado como responsável pelo cadastro de novos integrantes. Essa função era comparada a um chefe de "recursos humanos" do crime, encarregado de fornecer um formulário de batismo aos novos membros. Uma das cláusulas desse formulário chocou as autoridades: estipulava a pena de morte no caso de traição.
Além disso, duas lideranças atuavam de dentro do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN), emitindo ordens e avalizando a prática de crimes violentos nos bairros da capital, bem como indicando possíveis líderes nos municípios do estado. A Força Tarefa de Segurança Pública desvendou também um caso em que um dos investigados ordenou a punição de civis que estariam infringindo as regras estabelecidas pela facção em sua área de atuação.
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Os envolvidos poderão responder pelo crime de integrar organização criminosa, cuja pena pode chegar a até 8 anos de reclusão, além do pagamento de multa.
A operação contou com a participação da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Instituto de Administração Penitenciária e Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública. O 4º Batalhão da Polícia Militar também prestou apoio durante a ação.
