Setembro 2026 — A sanção do aguardado marco legal que regulamenta a produção e a certificação do hidrogênio verde (H2V) no Brasil altera a matriz de risco para investidores de infraestrutura e energias renováveis. O novo decreto federal, que estabelece as diretrizes de fomento e a governança para a transição de baixo carbono, resolve a assimetria jurídica que historicamente afastava o capital investidor do setor.
Com as regras definidas, incluindo as bases para certificação e incentivos, o mercado passa a incorporar projetos que assumiram o risco tecnológico antes mesmo da chancela do governo. Apresentado ao mundo no fim do ano passado, durante a COP30, em Belém (PA), o JAQ H1 é um projeto do Grupo Náutica em parceria com a GWM Hydrogen e foi desenvolvido como uma plataforma de testes e demonstração de tecnologias voltadas à descarbonização da navegação, com aplicações que vão além da propulsão convencional.
Com 36 metros de comprimento, abriga em seu interior um auditório com capacidade para 50 pessoas, e opera como um laboratório e fórum flutuante. Desde o início de suas operações, a embarcação tem sido palco de uma série de palestras voltadas à educação, promoção de pesquisas ambientais e análises profundas sobre o impacto da chamada "economia azul" na matriz econômica.
Além de sua vocação educacional e científica, o JAQ H1 não se limitou ao palco das conferências. Nos meses subsequentes à COP30, o barco com toda a sua hotelaria movida a hidrogênio, foi submetido a uma rigorosa bateria de testes operacionais. O principal atestado de sua maturidade técnica ocorreu em uma travessia inédita do Norte do país até o litoral de Santa Catarina.
Atualmente, o projeto passa pelo processo de comissionamento do sistema de hidrogênio, uma operação de precisão milimétrica que tem mobilizado uma força-tarefa multidisciplinar composta por engenheiros de ponta, analistas de dados e operários especializados para os seus motores MAN dual-fuel de alta performance que permite diminuir a emissão de CO2 em 80%.
Para Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica e figura histórica que idealizou o projeto e dedicou mais de cinco décadas ao desenvolvimento das águas e do setor náutico no Brasil, a sanção do novo decreto representa o despertar do mercado para a urgência do tema.
"Nós viabilizamos esse projeto real com investimento privado, sem depender de incentivos ou aportes de instituições de fomento tradicionais ao longo de todo o processo de desenvolvimento. Contamos com a coragem e a visão de parceiros fundamentais, como a GWM. Meu objetivo com essa embarcação sempre foi deixar um legado tangível. Agora, com essa evolução regulatória trazida pelo decreto, entendo que há um caminho pavimentado para que empresas e as próprias instituições do Estado passem a olhar com a devida gravidade e ação para a emergência climática, que já não é mais uma ameaça futura, mas a nossa realidade presente”, destaca.
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Na leitura do executivo, sem o marco legal, a precificação do hidrogênio verde e a rentabilidade de projetos que adotam essa tecnologia esbarravam na falta de taxonomia e em riscos fiscais. Com a segurança jurídica recém-instaurada, o mercado financeiro projeta uma injeção de capital na cadeia de suprimentos renováveis.
Sobre o Grupo Náutica
Com mais de 40 anos de atuação, o Grupo Náutica é referência em inovação, infraestrutura, sustentabilidade, eventos e comunicação no setor náutico brasileiro. O ecossistema do grupo reúne a Revista Náutica (www.nautica.com.br), pioneira e líder absoluta em conteúdo especializado; o Boat Show, maior organizadora de salão náutico da América Latina, com edições em São Paulo, Itajaí, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Angra dos Reis; a Metalu, maior fabricante mundial de píeres e passarelas em alumínio; a SF Marina, líder global em docas flutuantes de concreto e quebra-mares para marinas e portos; e a JAQ Apoio Marítimo, dedicada a projetos inovadores, pesquisas e sustentabilidade. O Grupo Náutica também desenvolve iniciativas de impacto socioambiental que integram educação, cidadania e preservação, como “Só Jogue na Água o que Peixe Pode Comer”, criada por Ziraldo, e “Por Uma Cidade Navegável”, que promove a revalorização das vias aquáticas urbanas. Além disso, é responsável pelos principais Guias de Turismo Náutico do país, referência para navegadores, turistas e gestores públicos.
Mais informações: https://gruponautica.com.br/
