Enquanto Pedra Branca do Amapari enfrenta uma das maiores crises econômicas de sua história, provocada pela paralisação das atividades de mineração e pelos reflexos na geração de emprego e renda, a Câmara Municipal aprovou uma lei que amplia a remuneração do presidente da Casa, Raimundo Nonato de Araújo Bemvindo, o Raimundão.
Por meio da Lei Municipal nº 751, de autoria do Poder Legislativo, o salário do presidente da Câmara passou de R$ 7.500 para R$ 9.875. A legislação também fixou em R$ 9 mil o valor da verba indenizatória destinada ao custeio de despesas inerentes ao exercício do mandato parlamentar.
Dados referentes ao exercício de 2026 mostram que, apenas entre os meses de janeiro e julho, o presidente da Câmara já recebeu R$ 53 mil em verbas indenizatórias e diárias, valores pagos separadamente da remuneração mensal.
A Câmara Municipal dispõe de um repasse constitucional de aproximadamente R$ 360 mil por mês para custear suas atividades. O reajuste da remuneração da presidência e a ampliação dos benefícios ocorrem em um momento de dificuldades econômicas enfrentadas pelo município, reacendendo o debate sobre as prioridades na aplicação dos recursos públicos diante da realidade vivida pela população de Pedra Branca do Amapari.
O aumento dos benefícios ocorre justamente no momento em que Pedra Branca do Amapari busca se reerguer economicamente com a retomada das atividades de mineração, após um longo período de dificuldades que afetou trabalhadores, empresas e a arrecadação municipal. Em meio a esse cenário de reconstrução, a decisão de ampliar a remuneração e os benefícios da presidência da Câmara evidencia um contraste com a realidade enfrentada por grande parte da população e reacende o debate sobre as prioridades na utilização dos recursos públicos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Documentos
LEI Nº 752/2025-CVMPBA DE 09.01.2025
