Macapá-AP, Quinta, 04 de junho de 2026.
  • O Amapá
    • Articulistas/Colunistas
    • Municípios
    • Mapa e Símbolos
    • Dados Geográficos
    • Pontos Turísticos
    • Loja/Ofertas
  • Edição On-line
  • Cidades
  • Cultura
  • Educação
  • Oportunidades
  • Política
  • Polícia
  • + Editorias
    • Esportes
    • Eventos/Celebridades
    • Finanças/Investimentos
    • Negócios/Carreiras
    • Pets/Jardinagem
    • Saúde/Bem-estar
    • Tecnologia
    • Variedades
  • Mídia
    • Edição On-line
    • Indicações
    • #Restague
    • Empregos
    • Vídeos
    • Publicações
    • Telefones Úteis
    • Loterias
Publicidade
Publicidade
Pioneiras do futebol: Reconhecimento histórico, justo e necessário
Publicidade
Inicio / Artigo / Pioneiras do futebol: Reconhecimento histórico, justo e necessário

Pioneiras do futebol: Reconhecimento histórico, justo e necessário

  • Paulo Henrique Cordeiro - Ministro do Esporte
  • 03/06/2026
  • Artigo


O Brasil sempre figurou no imaginário popular como o “país do futebol”, ainda que a história moderna do esporte nos obrigue a considerar o outro lado do mundo, numa viagem transoceânica, que tem a Inglaterra como ponto original desse esporte.


O hábito de chutar uma bola, entretanto, vem de um tempo e de uma terra mais distantes ainda. Nos contam os registros que militares chineses já disputavam um jogo que seria o precursor do que hoje chamamos “futebol”, mais de dois mil anos atrás.


A história não erra quando atribui ao Brasil o título de país do futebol. O jogo de bola é uma paixão nacional. Entre outras razões, porque é daqui o casal real – Marta e Pelé – reconhecido pelo mundo inteiro como o rei e a rainha do futebol.


Mas, o caminho trilhado pelos homens para virar referência no mundo da bola é bem distinto da trajetória feminina. No rastro de Pelé, Bellini, Djalma e Nilton Santos, Garrincha, Zagalo, Gerson, Tostão e Rivelino, campeões das copas de 58, 62 e 70, vieram várias gerações de atletas que ajudaram a consolidar a imagem do Brasil como país do futebol.


Em 2014, 50 ex-campeões mundiais de futebol receberam um reconhecimento do Governo Federal e da CBF, pelo feito histórico que tornou o Brasil pentacampeão da modalidade.


Do lado feminino a história é bem diferente. A começar pela dificuldade natural de uma sociedade estruturalmente machista em reconhecer o futebol como um esporte possível de ser praticado por todos. Tanto é que as primeiras referências registradas no Brasil da década de 20, pouco mais de cem anos atrás, tratavam o futebol feminino como algo exótico, a ponto de figurar como uma atração de circo.


Para tornar ainda mais dramática essa história, a prática do futebol pelas mulheres foi proibida no território brasileiro, em 1941. Essa proibição retrógrada, preconceituosa e absurda levou mais de 40 anos até que fosse derrubada e a prática do futebol feminino devidamente regulamentada, em 1983.


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para algumas das pioneiras na modalidade, o momento se assemelha à volta da democracia em nosso país. Hoje, o governo brasileiro dá um novo passo no sentido de reparar um erro histórico e impedir que o papel das pioneiras do futebol seja intencionalmente pagado da nossa história.


Muitas décadas depois, a Lei Geral da Copa 2027, marco legal que estabelece as condições necessárias para a realização da principal competição esportiva feminina do planeta assinado nesta terça-feira, 02/06, pelo presidente Lula, prevê o reconhecimento das jogadoras que participaram do torneio experimental de 1988 e da primeira Copa do Mundo Feminina, em 1991, como forma de reparação histórica às pioneiras do futebol feminino brasileiro.


Muitas daquelas meninas que romperam barreiras e plantaram a semente de uma modalidade esportiva que hoje é reconhecida mundialmente nunca receberam o devido valor por tudo o que fizeram.


Elas cresceram num país que considerava o futebol incompatível com o que chamavam de natureza feminina. Mesmo assim, os campos de várzea, os clubes pequenos e a insistência dessas mulheres mantiveram o futebol feminino vivo.


A medalha de bronze conquistada pela seleção brasileira feminina de futebol no torneio experimental da China, organizado pela FIFA em 1988, tem na memória de quem participou daquela conquista o brilho de ouro para uma geração que nunca poderá ser esquecida.


A sanção da Lei Geral da Copa marca uma nova etapa dos preparativos do Brasil para receber a principal competição esportiva feminina do planeta. Nosso compromisso é garantir que os benefícios da Copa permaneçam no país muito depois do apito final, é garantir o legado social e esportivo que estamos construindo.

Nada mais justo, portanto, do que jogar uma luz definitiva num pedaço esquecido da história do futebol brasileiro e eternizá-lo de uma vez por todas. No momento exato em que o Brasil se prepara a passos largos para realizar a primeira e melhor Copa do mundo da história do futebol feminino, reconhecer o feito de 30 das pioneiras do futebol é um ato mais do que merecido. É um reconhecimento histórico, justo e necessário. Luz que põe fim à sombra do esquecimento. 

Publicidade
Publicidade



O que achou desta notícia?


Cursos Básicos para Concursos

Anterior Post

Parceria entre Cannect e FoliuMed lançam projeto que avança na tratamento baseado em protocolos científicos para tratamento de dor com THC

Próximo Post

Agências do Sicredi em Santana, Macapá e Afuá terão novo horário de atendimento a partir de junho

Leis Gratuitas em Audio
Publicidade
Guest Post

Editorias

  • Artigos

    ( 1105 )

  • Cidades

    ( 7953 )

  • Cultura e Turismo

    ( 2999 )

  • Educação

    ( 2505 )

  • Oportunidades

    ( 1899 )

  • Política

    ( 5514 )

  • Polícia

    ( 4502 )

  • Ciência e Saúde

    ( 3720 )

  • Eventos e Celebridades

    ( 667 )

  • Finanças e Investimentos

    ( 1480 )

  • Negócios e Carreiras

    ( 1279 )

  • Esportes

    ( 1421 )

  • Pets/Jardinagem

    ( 307 )

  • Tecnologia

    ( 677 )

  • Variedades

    ( 815 )

  • Pontos Turísticos

    ( 20 )

  • Loterias

    ( 232 )

  • indicações

    ( 38 )

Sebrae Amapá
Sebrae Amapá
Estratégia Concursos
Parceiro Magalu
Hotmart
Guest Post
Collaborator
Hinode
Whitepress

O portal Amapá Digital (www.amapadigital.com.br) desde de 2002 busca informar sobre os acontecimentos do Amapá nas editorias de Cidades, Cultura, Esporte, Polícia, Política, Oportunidades, Varidades e Saúde.
Nosso papel é divulgar o Amapá para o Brasil e o mundo. E através das notícias também oferecer oportunidades aos amapaenses. Aqui você fica antenado(a)!

Inscreva-se

* indicates required

Copyright © All rights reserved | This template is made with by Colorlib | Amapá Digital

  • Sobre nós
  • Política de privacidade
  • Contato